02/07/2012 - A Voz do Brasil

O Rio de Janeiro é a primeira cidade do mundo considerada pela Unesco, Patrimônio Mundial pela Paisagem Cultural Urbana. A presidenta Dilma Rousseff parabenizou toda a população da cidade pelo título e disse que esse reconhecimento é motivo de orgulho para todo o país e um estímulo para que o Rio prossiga em sua trajetória de revitalização e crescimento. Mais de mil municípios estão sofrendo com a falta de água na região do semiárido brasileiro e para combater o problema, o governo federal vai investir R$ 2,7 bilhões em ações emergenciais e a implantação de cisternas. Saiu a lista dos municípios que vão participar do projeto Cidades Digitais. Uma das metas é levar internet gratuita e mais rápida para melhorar a gestão pública e a oferta de serviços pelas prefeituras. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

02/07/2012 - A Voz do Brasil

O Rio de Janeiro é a primeira cidade do mundo considerada pela Unesco, Patrimônio Mundial pela Paisagem Cultural Urbana. A presidenta Dilma Rousseff parabenizou toda a população da cidade pelo título e disse que esse reconhecimento é motivo de orgulho para todo o país e um estímulo para que o Rio prossiga em sua trajetória de revitalização e crescimento. Mais de mil municípios estão sofrendo com a falta de água na região do semiárido brasileiro e para combater o problema, o governo federal vai investir R$ 2,7 bilhões em ações emergenciais e a implantação de cisternas. Saiu a lista dos municípios que vão participar do projeto Cidades Digitais. Uma das metas é levar internet gratuita e mais rápida para melhorar a gestão pública e a oferta de serviços pelas prefeituras. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Publicado em 09/12/2016 18:24

Apresentadora Kátia Sartório: Rio de Janeiro é a primeira cidade a receber da Unesco o título de patrimônio mundial pela paisagem urbana.

Apresentador Luciano Seixas: Ações de combate à seca recebem investimentos de R$ 2,7 bilhões do governo federal.

Kátia: Divulgada a lista com os 80 municípios selecionados para o projeto-piloto “Cidades Digitais”.

Luciano: Segunda-feira, 2 de julho de 2012.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

“O Rio de Janeiro
continua lindo
O Rio de Janeiro
continua sendo...”

Kátia: Mais um bem brasileiro está na lista dos melhores do planeta. O Rio de Janeiro é, agora, a primeira cidade considerada pela Unesco patrimônio mundial pela paisagem cultural urbana.

Luciano: Mar, montanha, floresta e jardins do Rio de Janeiro ajudaram a cidade maravilhosa a receber, ontem, o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Kátia: O conceito de paisagem cultural foi criado pela Unesco em 1992 e se refere a bens culturais que são compostos pela atuação conjunta do homem e da natureza, como explica Marcelo Brito, que é assessor de Relações Internacionais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan.

Assessor de Relações Internacionais do Iphan - Marcelo Brito: Esse é um conceito novo que está sendo trabalhado no âmbito da Unesco. E o Rio de Janeiro representa justamente isto, ou seja, essa relação de como se construiu uma paisagem artificial, a cidade, numa paisagem natural exuberante.

Luciano: Segundo a Unesco, o Rio de Janeiro recebeu a distinção devido à forma única como a esplendorosa paisagem se íntegra à estrutura urbana.

Kátia: Com o Rio de Janeiro, o Brasil passa a contar agora com 19 locais reconhecidos como patrimônio mundial da humanidade: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico, a praia e o forte de Copacabana, a entrada da Baía de Guanabara, o forte e o Morro do Leme, o Arpoador e a Enseada de Botafogo que estão na lista.

Luciano: A presidenta Dilma Rousseff divulgou nota parabenizando toda a população da cidade pelo título.

Kátia: Segundo Dilma, esse reconhecimento é motivo de orgulho para todo o país e um estímulo para que o Rio prossiga em sua trajetória de revitalização e crescimento.

Luciano: Mais de mil municípios estão sofrendo com a falta de água na região do semiárido brasileiro. E para combater o problema, o governo federal investe R$ 2,7 bilhões em ações emergenciais, como antecipação de benefícios, o reforço da distribuição de água por carro-pipa e uma linha especial de crédito para pequenos e médios agricultores.

Kátia: Outra medida é a implantação de cisternas. A ação faz parte do Plano Brasil Sem Miséria e do Programa Água para Todos. A meta é universalizar o acesso à água a 750 mil famílias na região do semiárido. Priscila Machado foi até Alagoas, onde mais de 30 municípios enfrentam a seca e nos conta agora como o programa tem ajudado as famílias da região.

Repórter Priscila Machado (Alagoas-AL): Já deveria ser época de colheita no semiárido, mas as chuvas que cairiam a partir de março agora que estão começando. Em Alagoas, 33 municípios estão em estado de emergência por causa da seca. Em todo o semiárido, são mais de mil. O sertanejo Renato Francisco da Silva, que vive da colheita de milho e feijão, não plantou ainda esperando a água da chuva.

Sertanejo - Renato Francisco da Silva: Sem água, como é que o caboclo trabalha sem água? Não pode. É que nem o carro sem a gasolina, sem o álcool, não anda.

Repórter Priscila Machado (Alagoas-AL): Na casa de Sr. Renato, na zona rural do município de Craíbas, em Alagoas, não existe água encanada, ele usa a que vem de um açude para as tarefas diárias. A água para beber e fazer a comida é comprada na cidade. Mas, agora, Sr. Renato tem uma novidade na porta de casa: uma cisterna. Ela ainda não está cheia porque precisa ser abastecida pela água da chuva. Uma tubulação é colocada no telhado para captar a água, como explica Eduardo Motta, da Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba, Codevasf.

Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba - Eduardo Motta: A cisterna capta a água da chuva e ele utiliza no período de seca essa chuva durante todo o período de estiagem, onde ele vai ter água pura, de boa qualidade para beber, sem risco de contaminação.

Repórter Priscila Machado (Alagoas-AL): A cisterna faz parte do Programa Água para Todos, do Ministério da Integração. As famílias beneficiadas devem fazer parte do Cadastro Único dos Programas Sociais do governo e ter renda per capita de até R$ 140,00. Até agora, 2 mil famílias em Alagoas já foram beneficiadas, como o Sr. José Roberto da Silva. O agricultor conta que ia vender a casa e se mudar com a família para a cidade por causa da dificuldade em conseguir água. Com a chegada da cisterna, deixou a ideia de lado.

Agricultor - José Roberto da Silva: É um reservatório muito bom de água. A gente vai tentar plantar uma verdurinha, tentar aguar um pesinho de fruta que tem a atrás de casa.

Repórter Priscila Machado (Alagoas-AL): A cisterna tem vida útil de, pelo menos, 30 anos. A capacidade é para 16 mil litros. Ela já vem pronta para ser instalada. A agricultora Ana Maria conta que vai ficar mais fácil realizar as atividades do dia a dia.

Agricultora - Ana Maria: São 16 mil litros d’água, e a gente vai ter água durante o inverno e durante o período da seca, que esse é o pior período para a gente.

Repórter Priscila Machado (Alagoas-AL): Até 2014, vão ser construídas 750 mil cisternas pelo Programa Água para Todos. O investimento é de R$ 799 milhões, por meio de convênios com os estados. Além da instalação de cisternas, também são feitos sistemas simplificados de abastecimento, barreiros e poços. De Alagoas, Priscila Machado.

Luciano: E o Serviço Geológico do Brasil, do Ministério da Integração Nacional, está fazendo um balanço das áreas que apresentam maiores chances de desastres naturais, como, por exemplo, desabamentos.

Kátia: O estudo vai ajudar o governo a promover políticas para proteger a população que mora nessas regiões.

Luciano: Além disso, vai ficar mais fácil prever quando uma área de risco está perto de sofrer um desastre ambiental, o que pode, inclusive, salvar vidas. O diretor do Serviço Geológico do Brasil, Thales Sampaio, explica.

Diretor do Serviço Geológico do Brasil - Thales Sampaio: A gente tem uma equipe aí, hoje, de 60 pessoas no Serviço Geológico do Brasil, entre geólogos, principalmente geógrafos e engenheiros, trabalhando nessa área, por demanda da Presidência da República, identificando em 286 municípios que são prioritários, são críticos do ponto de vista de serem susceptíveis a desastres naturais, a gente estar identificando as áreas que têm risco alto e muito alto. Até agora, nós já fizemos algo em torno de 140 municípios, e até o final do ano, até dezembro, nós chegaremos a 286 municípios. Desses 140 municípios, a gente tem 58 no Nordeste e o restante no Sudeste e Sul.

Kátia: E a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba, vai receber R$ 4 milhões para se recuperar dos danos causados pelas enchentes e inundações que atingiram a cidade.

Luciano: A Portaria que garante a liberação do dinheiro pelo Ministério da Integração Nacional foi publicada nessa segunda-feira no Diário Oficial da União.

Kátia: O Brasil vai ajudar a reduzir a pobreza no continente africano, disponibilizando conhecimento técnico e experiência no combate à fome.

Luciano: O governo federal e as Nações Unidas estão promovendo esta semana um seminário, aqui, em Brasília, para estruturar projetos de segurança alimentar e nutricional em cinco países da África.

Kátia: A partir de quinta-feira, as atividades vão ser em Alagoas, onde as delegações africanas vão conhecer a experiência de compras governamentais de alimentos no município de Arapiraca.

Luciano: O maior diferencial deste programa de compras governamentais para combate à fome é que os produtos, em vez de serem comprados de outras localidades, são produzidos no próprio país, fomentando a produção nacional.

Kátia: E o assunto ainda é agricultura, Luciano. É que foi prorrogado para sexta-feira, dia 6, o prazo para os municípios enviarem propostas para o edital de implantação de unidades de apoio à distribuição de alimentos da agricultura familiar.

Luciano: Os municípios vão receber mais de R$ 30 milhões do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para executarem os projetos.

Kátia: A ação faz parte do Programa Territórios da Cidadania, que tem como objetivo promover o desenvolvimento regional e universalizar programas básicos de cidadania em regiões mais vulneráveis, especialmente no meio rural.

Luciano: Mais informações em www.mds.gov.br.

Kátia: E a forma como a gente produz e distribui alimentos, aqui, no Brasil, vai servir de modelo para a criação de políticas públicas na Bolívia. Dez representantes do governo boliviano ficam aqui até o dia 6 de julho para conhecer de perto o trabalho da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab.

Luciano: A comitiva visitou hoje produtores rurais, aqui, no Distrito Federal. Ricardo Carandina.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): Os bolivianos também vieram em busca de conhecimento nas áreas de políticas de apoio à comercialização, de programas de incentivo à agricultura familiar e, ainda, de tratamento de informações sobre a produção, um sistema que, segundo Miguel Murillo, do Ministério do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, vai ajudar a definir os rumos da produção de alimentos no país vizinho.

Ministério do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia – Miguel Murillo: Informação para conhecer quanto temos, quanto consumimos e quanto podemos exportar. São instrumentos importantíssimos para definir políticas agropecuárias.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): O governo boliviano promulgou no ano passado uma lei que reconhece a capacidade do país de produzir e exportar alimentos. De acordo com Paulo Morceli, técnico de Planejamento da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento aqui do Brasil, a lei é bem estruturada e precisa agora de instrumentos para ser colocada em prática, e é nisso que o Brasil pode ajudar os vizinhos bolivianos.

Técnico de Planejamento da Conab - Paulo Morceli: Nós temos três acordos de cooperação: um na área de políticas de apoio à comercialização, outro na área de informação do agronegócio e um terceiro de apoio à agricultura familiar. Em todas essas áreas, nós temos infraestrutura, temos tecnologias que nós podemos transferir a eles e adaptá-las àquilo que eles atende aos princípios dos bolivianos.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): Os técnicos bolivianos ficam no Brasil até o fim desta semana. Depois, no segundo semestre, técnicos brasileiros devem ir à Bolívia para conhecer as condições da agricultura de lá e poder, assim, aperfeiçoar esta transferência de conhecimento. De Brasília, Ricardo Carandina.

Kátia: Sete e doze.

Luciano: Sai a lista dos municípios que vão participar do projeto “Cidades Digitais”.

Kátia: Mais da metade das cidades beneficiadas estão nas regiões Norte e Nordeste.

Luciano: A meta é levar internet mais rápida para melhorar a gestão pública e a oferta de serviços pelas prefeituras, dar mais transparências às ações municipais e criar uma cultura digital por meio da oferta de acesso público gratuito à internet.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): Os municípios escolhidos vão contar com uma conexão em rede entre os serviços prestados pela prefeitura. Para isso, vão ser usadas fibras óticas, que aumentam a velocidade de transmissão de dados, além de programas de computadores voltados para a administração pública, como explica a secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Lygia Pupatto.

Secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações - Lygia Pupatto: Se eu tenho um governo digitalizado, se eu quero pagar o meu IPTU, eu posso fazer da minha casa sem enfrentar as filas que nós vemos em todas as prefeituras. Nós podemos melhorar e muito a gestão do sistema de saúde. Por exemplo, eu posso marcar uma consulta, agendar uma consulta pela internet nos postos de saúde; eu posso acompanhar o desenvolvimento de uma criança na escola municipal. Então, as pessoas começam a usar a internet e em serviços que têm muito mais comodidade, e também fazem com que as prefeituras cada vez mais deixem transparentes os seus serviços.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): O projeto “Cidades Digitais” prevê ainda a instalação de pontos de acesso à internet para a comunidade, ajudando os municípios a cumprir a Lei de Acesso à Informação, dando mais transparência às ações. Sessenta e um porcento das cidades escolhidas são da região Norte e Nordeste do país. O estado que mais teve projetos aprovados foi o Ceará. Foi considerado para a seleção o número de habitantes, o grau de desenvolvimento e se a prefeitura seria capaz de manter o projeto. Para o diretor de Infraestrutura de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Américo Bernardes, a iniciativa também tem como resultado uma internet melhor para a população.

Diretor de Infraestrutura de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações - Américo Bernardes: O que existe agora é a implantação de uma nova e completa estrutura de conexão, que pode conectar pontos que já existiam, mas que conectará outros pontos e com uma diferença fundamental, com uma velocidade muito maior e uma qualidade muito melhor do que já havia antes.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): O próximo passo do projeto é a licitação para contratar as empresas que vão montar a estrutura das cidades digitais. A expectativa é de que até o início do próximo ano todos os municípios selecionados estejam em rede. Mais informações em www.mc.gov.br. De Brasília, Carolina Monteiro.

Kátia: E por falar em dar mais transparência às ações do governo, você tem ideia, Luciano, de quanto ganham ministros, a Presidenta da República e outros servidores federais?

Luciano: Pois é, Kátia, já está valendo a Lei de Acesso à Informação, que determina a divulgação dos salários, gratificações, auxílio-alimentação e outros benefícios recebidos por servidores públicos federais, militares e profissionais que ocupam cargos em comissão no Poder Executivo Federal.

Kátia: É o assunto da entrevista que Ramon Gusmão fez hoje com o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Vamos ouvir.

Repórter Ramon Gusmão: A lei determina a divulgação dos salários de todos os funcionários, sejam eles servidores concursados, aqueles que ocupam cargos em comissão e dos militares também?

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Todas as remunerações devem ser objeto de divulgação. O texto é bastante específico ao dizer “remuneração e subsídio recebidos por ocupantes de cargo, posto, graduação, função e emprego público, incluindo auxílios, ajuda de custos, jetom e quaisquer outras vantagens, bem como provento de aposentadoria para aqueles que estão na ativa”; isso de maneira individualizada, ou seja, nominalmente, um por um.

Repórter Ramon Gusmão: Todos os órgãos da administração pública ligados ao Poder Executivo Federal, eles precisam divulgar essas informações?

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Sim. Veja, a partir do decreto, foi baixada uma portaria interministerial do Ministério do Planejamento, da Controladoria, do Ministério da Fazenda, Ministério da Defesa, estabelecendo os prazos e o detalhamento de como será feita essa divulgação. Por quê? Porque nem todas as informações estão numa mesma fonte, no mesmo sistema das bases de dados do Poder Executivo. As informações dos órgãos de administração direta, ou seja, os Ministérios, Secretarias, departamentos dos Ministérios, as autarquias e as fundações, isso está no Siape, que é o Sistema de Administração do Pessoal Civil. Esta é a parte, digamos assim, mais fácil para nós, do ponto de vista operacional.

Repórter Ramon Gusmão: De que forma a divulgação dos salários dos servidores federais ajuda a transparência no país?

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Nós entendemos que como os cidadãos pagam os impostos, eles é que sustentam todos os gastos do governo, eles têm direito de saber para onde é destinado o dinheiro do imposto que ele paga. Tem direito de saber quanto é pago aos ministros, quanto é pago à Presidenta da República, quanto é pago a todos os servidores públicos.

Repórter Ramon Gusmão: Essas informações, elas estão disponíveis para qualquer cidadão? E como fazer para acessar essas informações?

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Ele pode ir diretamente e digitar o endereço eletrônico www.portaldatransparencia.gov.br. Se ele entrar pelo Portal da Transparência, quando ele chegar na primeira tela do portal, ele tem lá uma aba que diz: “servidores”. Ele clica ali e, ali, ele escolhe a forma de consultar.

Repórter Ramon Gusmão: Conversamos com o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Muito obrigado pela entrevista.

Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União - Jorge Hage: Muito obrigado a você. É um prazer falar com os ouvintes da “Voz do Brasil”.

Luciano: As próteses mamárias de silicone da marca francesa PIP, que estão proibidas no Brasil por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária desde 2010, foram avaliadas pela agência como fáceis de se romper.

Kátia: Segundo os resultados dos testes divulgados hoje, pela Anvisa, 41% das 306 amostras da marca analisada foram reprovadas no exame de resistência.

Repórter Gisele Pimenta (Brasília-DF): Os resultados das análises feitas pela Anvisa comprovaram que o silicone usado nas próteses PIP não era do mesmo tipo do que foi registrado pela empresa. Além disso, mais de 40% das 306 amostras analisadas foram reprovadas porque se romperam mais facilmente. Outra conclusão da agência é que os tipos de silicones usados pela PIP não são tóxicos e, por isso, não causam danos graves à saúde. Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, os resultados divulgados hoje mostraram que a agência acertou nas medidas de suspensão e fiscalização tomadas desde a suspeita de fraude, e explica outras ações adotadas.

Diretor-Presidente da Anvisa - Dirceu Barbano: A primeira delas foi determinar a inspeção em todas as fábricas de silicone no Brasil e fora do Brasil. Esse processo está praticamente finalizado e muitas das empresas já receberam o certificado de boas práticas de fabricação. Depois houve um esforço, em conjunto com o Inmetro, para definir um terceiro nível de controle. Além da certificação de boas práticas, o registro da Anvisa, a certificação do Inmetro; e esse sistema também já se consolidou e, na semana passada, a primeira fábrica de silicones, que é uma fábrica brasileira, já foi certificada pelo Inmetro. E, claro, todos os cuidados, também, que foram adotados no sentido de amparar e cuidar das pessoas que tinham o implante e que agora recebem uma informação que só reforça as orientações que a Anvisa já tinha dado anteriormente, juntamente com o Ministério da Saúde.

Repórter Gisele Pimenta (Brasília-DF): O Brasil tem três níveis de controle para as próteses de silicone fabricadas ou importadas pelo país. Um certificado de boas práticas das fábricas, o registro das empresas fabricantes na Anvisa e a certificação de qualidade pelo Inmetro. Desde o começo do ano, a agência já fez auditoria em 13 fábricas de próteses de silicone, sendo duas nacionais. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, lembra que antes de fazer um implante de silicone os consumidores devem saber se a prótese é certificada.

Diretor-Presidente da Anvisa - Dirceu Barbano: É bom utilizar esse material que já está controlado, inclusive, com a certificação do Inmetro. Para aquelas pessoas que têm implantes da marca PIP ou Rofil ainda, a orientação é a mesma: havendo qualquer indício de ruptura, procurar um médico, ou se tiver dúvida, procurar um médico, que tem diretrizes, já publicadas pelo Ministério da Saúde, que permitirão a decisão, por parte dele, se é recomendável para aquela pessoa receber um novo implante ou não.

Repórter Gisele Pimenta (Brasília-DF): Mais de 12 mil pessoas no Brasil fizeram implantes com as próteses da marca francesa PIP. Em caso de rompimento, os planos de saúde e o Sistema Único de Saúde são obrigados a fazer a cirurgia para a troca das próteses. Mais informações em www.anvisa.gov.br. De Brasília, Gisele Pimenta.

Luciano: O registro da prótese Rofil, citada pelo diretor-presidente da Anvisa, também está cancelado no Brasil.

Kátia: O Plano Safra 2012/2103 foi o tema do programa semanal de rádio “Café com a Presidenta” desta segunda-feira.

Luciano: De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, o governo colocou à disposição dos produtores R$ 115,2 bilhões.

Kátia: Segundo Dilma, além do aumento de recursos, as linhas de crédito ficaram mais baratas, com redução de juros, para a compra de adubo e semente.

Luciano: E os médios produtores com renda de até R$ 800 mil por ano também vão ter condições especiais de financiamento, porque o governo aumentou o crédito para o custeio da produção e diminuiu os juros dos empréstimos para 5% ao ano. A presidenta Dilma afirmou que os juros podem cair mais, caso os produtores adotem práticas sustentáveis.

Kátia: Dilma destacou que o governo melhorou o seguro feito pelo produtor para garantir o pagamento dos empréstimos para a safra, o Proagro. E para os médios produtores, a presidenta informa que foi dobrado o valor de cobertura.

Presidenta Dilma Rousseff: Para os médios produtores, nós dobramos o valor de cobertura, e eles vão poder segurar até R$ 300 mil por safra. Fizemos isso, Luciano, porque a agricultura é uma atividade que envolve riscos: uma seca prolongada, chuvas em excesso ou uma geada forte demais.
Essa segurança com certeza vai incentivar ainda mais a agricultura em todo o Brasil, porque dá tranquilidade a quem produz.

Luciano: Termina hoje o prazo para candidatos a bolsas de estudos em instituições privadas de Ensino Superior se inscreverem no Programa Universidade para Todos, o Prouni.

Kátia: São 90 mil bolsas em 322 cursos de mais de 1.300 universidades particulares em todo o país.

Luciano: Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. Já as bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Kátia: As inscrições podem ser feitas até cinco para a meia-noite, em siteprouni.mec.gov.br.

Luciano: O prazo para as prefeituras registrarem as informações sobre a saúde dos beneficiários do Bolsa-Família foi prorrogado até sexta-feira, dia 06 de julho.

Kátia: É preciso apresentar calendário de vacinação em dia e o acompanhamento pré-natal das gestantes.

Luciano: Beneficiários que não atualizarem as informações vão ter o benefício bloqueado.

Kátia: Mais informações em www.mds.gov.br.

Luciano: Você ouviu hoje na “Voz do Brasil”.

Kátia: Rio de Janeiro é a primeira cidade a receber da Unesco o título de patrimônio mundial pela paisagem urbana.

Luciano: Ações de combate à seca recebem investimentos de R$ 2,7 bilhões do governo federal.

Kátia: Divulgada a lista com os 80 municípios selecionados para o projeto-piloto “Cidades Digitais”.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Siga “A Voz do Brasil” no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Nós voltamos amanhã. Boa noite!

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e até amanhã.