05/10/2012 - A Voz do Brasil

Cerca de quarenta mil militares vão atuar para garantir a segurança do processo eleitoral em quase quatrocentos municípios de onze estados brasileiros. O trabalho dos militares inclui o transporte de urnas e mesários e a garantia da ordem durante a votação e a apuração. Agricultores brasileiros estão com mais acesso ao crédito para ampliar a produção.As contratações do crédito rural para a agricultura superaram a marca dos vinte bilhões de reais em julho e agosto deste ano. Lei que destina metade das vagas das universidades federais para alunos que estudaram todo o ensino médio em escolas públicas foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, há um mês. A Lei de Cotas, como é conhecida, vai ser implementada progressivamente, no período de quatro anos. Tudo isso você ouviu em A Voz do Brasil de 5 de outubro de dois mil e doze.

05/10/2012 - A Voz do Brasil

Cerca de quarenta mil militares vão atuar para garantir a segurança do processo eleitoral em quase quatrocentos municípios de onze estados brasileiros. O trabalho dos militares inclui o transporte de urnas e mesários e a garantia da ordem durante a votação e a apuração. Agricultores brasileiros estão com mais acesso ao crédito para ampliar a produção.As contratações do crédito rural para a agricultura superaram a marca dos vinte bilhões de reais em julho e agosto deste ano. Lei que destina metade das vagas das universidades federais para alunos que estudaram todo o ensino médio em escolas públicas foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, há um mês. A Lei de Cotas, como é conhecida, vai ser implementada progressivamente, no período de quatro anos. Tudo isso você ouviu em A Voz do Brasil de 5 de outubro de dois mil e doze.

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Publicado em 09/12/2016 18:24

A VOZ DO BRASIL - 05.10.2012

Apresentadora Kátia Sartório: Quarenta mil militares das Forças Armadas vão atuar em cerca de 400 municípios nas eleições deste domingo.

Apresentador Adalto Gouveia: Em dois meses, crédito rural soma R$ 20 bilhões.

Kátia: Universidades federais devem reservar, já no primeiro vestibular do ano que vem, 12,5% das vagas para alunos de escolas públicas.

Adalto: Sexta-feira, 05 de outubro de 2012.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Adalto: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Adalto: Boa noite! Aqui, no estúdio do “A Voz do Brasil”, na EBC Serviços, eu, Adalto Gouveia, e Kátia Sartório.

Kátia: Boa noite. Estamos também ao vivo, em vídeo, pela internet.

Adalto: Acesse agora, em www.ebcservicos.ebc.com.br/avozdobrasil.

Kátia: Cerca de 40 mil militares vão atuar para garantir a segurança do processo eleitoral em quase 400 municípios de 11 estados brasileiros.

Adalto: O trabalho dos militares inclui o transporte de urnas, mesários e a garantia da ordem durante a votação e a apuração.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): As tropas do Exército, Marinha e Aeronáutica, que vão reforçar a segurança nos locais de votação, começaram a ser mobilizadas nesta sexta-feira. Os militares vão ficar de prontidão desde o início da eleição até o fim da apuração. O general Celso José Tiago, vice-chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, explica como vai ser a atuação das Forças Armadas nas eleições.

Vice-chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa - General Celso José Tiago: As Forças Armadas, elas cumprem três tipos de operações em apoio às eleições. Um que nós chamamos de apoio logístico, que se resume no transporte de urnas e de mesários. Além disso, as Forças Armadas são empregadas na garantia da votação e apuração. E tem uma terceira missão, essa em menor escala, que está ocorrendo, no momento, apenas no município do Rio de Janeiro, que é uma garantia ao processo eleitoral.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): Cerca de 40 mil militares vão estar em quase 400 cidades de 11 estados. No Nordeste, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. No Norte, Tocantins, Pará, Amazonas e Amapá, e, no Sudeste, o Rio de Janeiro. As tropas também vão reforçar a segurança em bases aéreas de cinco capitais: Rio de Janeiro, Porto Velho, Belém, Manaus e ainda em Brasília, onde não há eleições municipais, mas onde as tropas podem chegar rapidamente aos locais de votação. O pedido de tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é feito pelos Tribunais Regionais Eleitorais. Os TREs indicam os municípios ou zonas eleitorais que devem receber os militares. A solicitação é analisada e votada no Tribunal Superior Eleitoral, e os casos em que o pedido é aprovado são encaminhados ao Ministério da Defesa. De Brasília, Ricardo Carandina.

Kátia: E a Força Aérea brasileira vai participar também das eleições municipais deste ano, transportando urnas, eleitores, mesários, para alguns locais isolados em... no estado do Acre.

Adalto: Agricultores brasileiros têm mais acesso ao crédito para ampliar a produção.

Kátia: As contratações do crédito rural para a agricultura superam a marca dos R$ 20 bilhões, em julho e agosto deste ano.

Repórter Cleide Lopes (Brasília - DF): O agricultor familiar Francisco Marcos da Silva produz, em uma pequena propriedade, no núcleo rural de Brasilândia, a 70 quilômetros de Brasília, cenoura, beterraba e outras hortaliças. Mas o forte mesmo é a produção de morangos, que chega a 20 mil caixas por safra. Para ampliar a produção, o agricultor recorreu ao crédito agrícola e pegou um financiamento no valor de R$ 17 mil. O dinheiro vai ser usado para aumentar em três vezes a área plantada. A terra já está sendo preparada. A meta do agricultor é dobrar a colheita de 20 mil para 40 mil caixas de morangos na próxima safra. Francisco diz que o dinheiro chegou em boa hora e já tem planos para um novo empréstimo que fará no próximo ano.

Agricultor familiar - Francisco Marcos da Silva: Quem sabe daqui um ano, um ano e meio, dois anos, eu consiga comprar um tratorzinho aqui para nós.

Repórter Cleide Lopes (Brasília - DF): O Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 disponibiliza para a agricultura brasileira cerca de R$ 115 bilhões para financiar custeio, comercialização e investimento. Sete e meio porcento a mais que na safra passada. No ano passado, os recursos foram de R$ 107 bilhões e liberados R$ 94 bilhões em empréstimos aos agricultores. O diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz, diz que a procura pelo crédito está cada vez maior.

Diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Vilson Vaz: Nesses dois primeiros meses, foram liberados R$ 20 bilhões. Quer dizer, é uma demanda bem mais forte, né, do que nós tivemos... igual período do ano passado, quando foram liberados R$ 17 bilhões. Portanto, a permanecer, né, essa... essa... esse movimento, então, seguramente, nós teremos pelo menos um desempenho, né, o acesso ao crédito maior do que nós tivemos no ano que findou aí, em 30 de junho.

Repórter Cleide Lopes (Brasília-DF): Para ter acesso ao financiamento do Plano Agrícola, o agricultor pode procurar a Emater ou o banco que ele opera na sua cidade. Ou acessar o site do Ministério, no www.agricultura.gov.br. De Brasília, Cleide Lopes.

Adalto: E, falando em dinheiro para agricultores, Kátia, já começaram a ser liberados os recursos para o seguro rural da safra 2012/2013.

Kátia: Isso mesmo, Adalto. Até junho do ano que vem, agricultores de todo o país devem receber R$ 400 milhões para ações que protegem as lavouras da estiagem, da chuva em excesso ou de geadas. O valor é 58% maior que o da safra anterior.

Adalto: E a expectativa é proteger cerca de 8 milhões de hectares, com a contratação de mais de 90 mil apólices de seguro.

Kátia: Assunto da entrevista que o jornalista João Mendes fez com Luiz Antonio Corrêa, diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura.

Repórter João Mendes: Quem pode ter acesso ao seguro rural e o que o agricultor precisa fazer para conseguir esse recurso?

Diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura - Luiz Antonio Corrêa: Qualquer produtor, pessoa física ou jurídica, produtor rural, ele pode ter acesso ao seguro rural, desde que não tenha débitos com a União. É a única condição. É que ele seja um produtor rural e que não tenha débitos com a União. O seguro rural, ele é comercializado por empresas privadas de seguro. Então, o produtor rural, ao contratar o seu crédito de custeio ou ao ser procurado por uma corretora de seguro, ele vai entender quais são as condições daquele seguro, que são sete seguradoras operando no Brasil, ele deve conhecer o produto. Nós temos esses produtos descritos na nossa página e ele vai optar, então, por aquele seguro que mais atenda às suas necessidades. Esse processo começa forte na safra de verão agora, né? Porque é a época que o pessoal costuma contratar crédito. Então, essa é a época que o pessoal deve procurar o agente financeiro que faz o seu crédito de custeio ou o corretor que atende e ver as condições de cada produto. A subvenção ao prêmio, a seguradora, quando faz o seguro com o produtor, recebe do produtor só a parte que não vai ser subvencionada. O restante do valor do prêmio, a diferença, o Ministério reembolsa à seguradora. Então, por exemplo, se o prêmio vai custar R$ 50,00 por hectare, ele vai pagar à seguradora somente R$ 25,00. Os outros R$ 25,00 o Ministério paga direto à seguradora, mediante consulta e tudo isso informatizado. Então, ao produtor cabe pagar somente uma parcela do prêmio.

Repórter João Mendes: Há algum tipo de cultivo em região do país que terá um atendimento prioritário?

Diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura - Luiz Antonio Corrêa: Dentro das políticas de regionalização, que o ministro anunciou, uma delas é a gente regionalizar também o seguro. Nós estamos desenvolvendo, junto com a Embrapa, uma ferramenta que vai nos permitir priorizar aquelas regiões e aquelas culturas que têm maior importância econômica e maior importância social, socioeconômica, então, para determinadas regiões. Nesta safra que entra, nós fizemos um trabalho, quase que em caráter piloto, para soja, milho, feijão e arroz, e elegemos algumas microrregiões estaduais onde essas culturas são muito relevantes para a economia regional, priorizamos esses municípios. Eles estão todos listados na página do Ministério. Esses municípios receberam um percentual de subvenção... dez pontos percentuais acima das demais regiões. O produtor paga menos nessas regiões a subvenção ao prêmio, para incentivá-lo a adquirir essa garantia.

Repórter João Mendes: Qual o valor aí que o governo vai investir este ano, nessa ação, nessa safra, nessa ação, diretor?

Diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura - Luiz Antonio Corrêa: Para a safra, a presidenta anunciou R$ 400 milhões, e nós vamos cumprir esse valor. Então, nós vamos ter R$ 400 milhões disponíveis para a subvenção. Se considerarmos que a última safra nós disponibilizamos R$ 253 milhões, para 400, é um avanço considerável no Programa de Subvenção. Até o final do ano, nós pretendemos disponibilizar R$ 212 milhões, ainda, do orçamento de 2012. Desses R$ 212 milhões, 66 foram disponibilizados ontem para operacionalizar, já estão prontos para serem operacionalizados. Temos assegurado mais R$ 46 milhões para disponibilizarmos até dezembro e resta cem milhões que estão em tramitação na Comissão de Orçamento da Câmara.

Repórter João Mendes: Luiz Antonio Corrêa, diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura, obrigado pela entrevista à Voz do Brasil.

Diretor de Gestão de Risco Rural do Ministério da Agricultura - Luiz Antonio Corrêa: Obrigado a vocês.

Kátia: Sete e dez.

Adalto: Há um mês, a lei que destina metade das vagas das universidades federais para alunos que estudaram todo o Ensino Médio em escolas públicas foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff.

Kátia: A Lei de Cotas vai ser implementada progressivamente, no período de quatro anos.

Adalto: E, já para o vestibular do ano que vem, as universidades vão ter que destinar 12,5% das vagas para os alunos da rede pública.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): Para atender o percentual de 12,5% já no próximo vestibular, as 59 universidades federais vão ter que reservar vagas para alunos de escolas públicas. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explica que o Ministério da Educação tem técnicos especializados no cálculo de cotas para ajudar as universidades a refazer os editais dos vestibulares do primeiro semestre do ano que vem.

Ministro da Educação - Aloizio Mercadante: Nós, inclusive, apresentamos um simulador para que todas as faculdades possam fazer a sua simulação, como é que se chega ao cálculo de cada uma das vagas, quais são os critérios. Para todos os ingressantes em 2013, a lei terá que ser implementada. Portanto, todas as universidades federais terão que fazer as adequações necessárias, e o MEC vai dar todo apoio a essa implementação, para que a gente faça da forma mais segura e tranquila.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): A nova lei das cotas estipula que, em até quatro anos, metade de todas as vagas em universidades federais devem ser reservadas a alunos que cursaram integralmente o Ensino Médio em escolas públicas. Além da chamada cota social, a lei prevê ainda recorte étnico-racial, que vai variar conforme a proporção de negros e índios em cada unidade da Federação. De Brasília, Daniela Almeida.

Adalto: E dois mil professores de instituições federais e de escolas técnicas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Senai, vão ser beneficiados, nos próximos dois anos, pelo Programa Ciência sem Fronteiras.
Kátia: A parceria, que vai possibilitar capacitação na área de educação profissional e tecnológica, foi assinada hoje, aqui em Brasília, pelos Ministérios da Educação do Brasil e da Alemanha.

Kátia: O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, explica que a capacitação vai ser teórica, com aulas nas instituições de ensino e prática, num processo de aprendizagem nas indústrias.

Ministro da Educação - Aloizio Mercadante: Nós vamos fazer um processo de seleção, eles vão se inscrever, serão selecionados. Para os professores, nós estamos, agora, contratando cinco mil novos professores para os Institutos Técnicos Federais e já tínhamos também muitos professores jovens que ingressaram, e nós queremos que eles tenham esse aprimoramento, esse aperfeiçoamento, na experiência de formação técnica e profissional. Bem focado na experiência pedagógica concreta e também nesse regime dual, que o Senai também pretende implementar, porque é comprovadamente um sistema muito interessante e muito sólido de formação. Ou seja, ele tem a experiência concreta no chão da fábrica, na linha de produção, no equipamento que ele vai trabalhar, e ele tem a formação teórica, e as duas coisas vão se complementando.

Kátia: Ao todo, o Programa Ciência sem Fronteiras vai oferecer 101 mil bolsas de estudos.

Adalto: Mais informações em www.cienciasemfronteiras.gov.br.

Kátia: E, ainda sobre parcerias com outros países, Brasil e Portugal discutiram hoje segurança de barragens.

Adalto: A legislação portuguesa que regulamenta o setor foi criada há quase 20 anos.

Kátia: E essa experiência foi repassada para técnicos brasileiros.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): São R$ 220 milhões em projetos e obras de recuperação, até 2014, de 22 barragens que integram o projeto do Rio São Francisco, que atravessa as regiões Sudeste e Nordeste. Há dois anos, o Brasil deu início à Política Nacional de Segurança de Barragens, que é considerada nova, se comparada com a de Portugal, que já tem mais de 20 anos. Por isso, a Agência Nacional de Águas, a ANA, realizou, nesta sexta-feira, um encontro entre técnicos brasileiros e portugueses para aperfeiçoar a legislação. O presidente do Laboratório Nacional de Energia Civil de Lisboa, em Portugal, Carlos Pina, explica que essa troca de informação vai evitar que o Brasil caia nos mesmos erros cometidos pelos portugueses, quando a política foi implantada no país europeu.

Presidente do Laboratório Nacional de Energia Civil de Lisboa - Carlos Pina: Durante este período, fizemos duas alterações à legislação, no sentido de tornar mais fácil de concretizar e de ser aplicada. Em especial, tivemos uma preocupação maior com as pequenas barragens, que são o maior número e onde é mais difícil concretizar a legislação.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Para o superintendente de Regulação da Agência Nacional de Águas, Francisco Lopes Vianna, os portugueses têm muito a ensinar para o Brasil.

Superintendente de Regulação da Agência Nacional de Águas - Francisco Lopes Vianna: O elenco na parceria é muito amplo. Ele vai desde a concepção dos projetos, sobretudo na questão da operação, e mais especificamente na gestão das informações. Eu diria em três grandes campos: os projetos, na operação e na gestão das informações da qual a ANA coordena a nível nacional todos os tipos de barragens.

Repórter Leandro Alarcon (Brasília-DF): Ao todo, o Brasil tem hoje mais de 3.500 barragens. São usos variados, desde o abastecimento de casas até a produção de energia elétrica. Toda essa estrutura precisa de regras para evitar acidentes como o que aconteceu em Pernambuco, na barragem de Bom Conselho, que se rompeu e causou a inundação de quatro cidades, em 2010. A Política Nacional de Segurança em Barragens está disponível no site da ANA. O endereço é: www.ana.gov.br. De Brasília, Leandro Alarcon.

Adalto: Pilotos mais preparados significam voos mais seguros.

Kátia: Por isso, a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, apresentou hoje propostas de mudanças na regulamentação do setor.

Adalto: A iniciativa abrange escolas de aviação, pilotos, comissários de bordo e mecânicos.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Pesquisa feita pela Agência Nacional de Aviação, a Anac, revela que, nos últimos seis anos, mais de 60 mil profissionais entraram no mercado. Quanto mais pilotos mais aeronaves no ar, e o número de acidentes também subiu, principalmente com aviões de pequeno e médio portes. Em 2009, foram registradas 25 ocorrências; em 2010, foram 46; 65, em 2011; e o ano nem terminou e já registra 60 acidentes, até agora, envolvendo aeronaves, e a maioria por falha humana. Para aumentar o rigor na regulamentação do ensino de aviação no Brasil, nesta sexta-feira, a Anac fez uma apresentação para esclarecer aos representantes de escola de aviação e aeroclubes as propostas de mudanças no Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica. O gerente de área de Escolas da Anac, Daniel Baeta, explicou que o objetivo é aumentar o nível de segurança na aviação e melhorar a qualidade do ensino nas escolas de aviação e aeroclubes.

Gerente de área de Escolas da Anac - Daniel Baeta: O ganho que a gente acha que vai conseguir na qualidade, pelo menos da tripulação profissional e também do pessoal do aerodesporto, vai ser muito maior. Essa filosofia é aplicada no mundo inteiro, hoje, e a gente está querendo fazer para o Brasil também.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): As propostas abrangem pilotos, comissários de bordo e mecânicos. A Anac quer, por exemplo, separar o curso de piloto amador do de piloto profissional, e, para isso, escolas e aeroclubes vão ter que escolher que tipo de certificação almejam, o que vai depender do tipo de curso que vão oferecer. De acordo com o piloto e instrutor de voo, Diego Alves Rodrigues, a certificação pode ajudar a padronizar o curso de aviação civil no país.

Piloto e instrutor de voo - Diego Alves Rodrigues: Se toda instituição for obrigada a seguir as mesmas regras e tiver fiscalização, o ensino vai ficar mais uniforme, porque hoje existem escolas mais rígidas, menos rígidas.

Repórter Mara Kenupp (Brasília-DF): Você pode ajudar a Anac a melhorar a segurança da aviação civil. A partir da próxima segunda-feira, dia 08 de outubro, a agência vai abrir consulta pública para que a sociedade opine sobre os critérios para a autorização de escolas de voo e homologação de cursos para pilotos. A consulta pública ficará aberta por 30 dias, no site: www.anac.gov.br. De Brasília, Mara Kenupp.

Adalto: Sete e dezoito.

Kátia: E registramos a visita do nosso ouvinte Tiago da Silva, que veio de Curitiba, no Paraná, conhecer o estúdio da Voz do Brasil.

Adalto: Neste final de semana, quem está aqui em Brasília vai poder conhecer um pouco do trabalho do pintor italiano Caravaggio, numa exposição no Palácio do Planalto.

Kátia: A presidenta Dilma Rousseff abriu a mostra hoje.

Adalto: A exposição, que termina no dia 14 de outubro, encerra a programação do ano Itália/Brasil, que começou no ano passado.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): “São Jerônimo que Escreve”, “Retrato do Cardeal” - esses são alguns dos grandes Caravaggios que estão em Brasília, depois de passar por Belo Horizonte e São Paulo. A exposição traz o maior número já reunido na América do Sul de obras do pintor italiano Caravaggio. Ele é considerado um dos maiores artistas italianos e pioneiro do barroco europeu. O pintor viveu entre 1571 e 1610. Os quadros, expostos no Palácio do Planalto, fazem parte de coleções particulares e de acervos de três importantes museus italianos. Vão ser apresentadas, ainda, duas novas obras descobertas do pintor, resultado de pesquisas concluídas recentemente. Entre elas, a “Medusa Murtola”. O projeto, que conta com o apoio da Embaixada da Itália no Brasil, reúne quadros do pintor que revolucionou a arte com a técnica claro/escuro, produzindo sombras e luzes, que dão dramaticidade às cenas. A presidenta Dilma Rousseff disse, na abertura da exposição, que o pintor é um dos que mais a impressiona.

Presidenta Dilma Rousseff: É um encantamento poder permitir que milhares de brasiliense, que nasceram aqui ou que visitam essa cidade, tenham acesso a essas seis obras. Elas vêm de uma trajetória de uma quantidade imensa de gente procurando, fazendo fila, ficando horas na fila, em São Paulo, em Minas Gerais, em BH, para ver as seis telas. Duas delas nunca saíram da Itália. Ele é, sem sombra de dúvida, um grande pintor.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): A ministra da Cultura, Marta Suplicy, informou que novos projetos vão levar cada vez mais cultura para a população.

Ministra da Cultura - Marta Suplicy: Primeiro a difusão de todos os acervos dos museus brasileiros na rede mundial de computadores, a internet. Depois, a circulação nacional e internacional de acervos e coleções brasileiras. Depois, a construção de instrumentos de apoio à ampliação das políticas de aquisição de bens culturais nos museus, como também nós vamos buscar o desenvolvimento de ações que ampliem o acesso das coleções privadas ao grande público. E, em último, investimento nos museus, como instituições centrais, para a construção de um legado cultural, aproveitando os megaeventos esportivos que o nosso país vai sediar, como a Copa e a Olimpíada.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): De Brasília, a exposição seguirá para Buenos Aires, na Argentina. A mostra será aberta ao público no Palácio do Planalto a partir de sábado, dia 06, até 14 de outubro, das nove da manhã às sete horas da noite. A entrada é de graça. De Brasília, Carolina Monteiro.

Kátia: Ficou curioso em saber como é a “Medusa Murtola” de Caravaggio? Acesse o nosso Twitter.

Adalto: Estamos colocando, nesse momento, um link para a foto da obra.

Kátia: Lá também você pode ver a presidenta Dilma ao lado da obra “São Jerônimo que Escreve”, do mesmo artista. Acesse: twitter.com/avozdobrasil. E o assunto ainda é arte, Adalto.

Adalto: Isso mesmo, Kátia. Você presta atenção nos seus filhos e vê o que eles estão vendo no cinema ou na tevê?

Kátia: Com certeza. É preciso ficar atento, porque programas violentos podem influenciar o comportamento de nossas crianças.

Adalto: Vamos ouvir agora um trecho do ‘spot’ do Ministério da Justiça sobre o assunto.

- “Vai, vai, bate, bate”.
- Não se engane. Tem coisas que seu filho não está preparado para ver. Observe os selos coloridos que indicam para até que idade os programas não são recomendados. Eles ajudam você a escolher o melhor para o seu filho. Confira sempre a classificação indicativa. Ministério da Justiça, governo federal.

Kátia: E esse foi o tema da entrevista que a jornalista Isabela Azevedo fez hoje com o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrahão.

Repórter Isabela Azevedo: Quais podem ser as consequências de expor uma criança ou adolescente a uma programação que não é adequada à idade desse telespectador?

Secretário nacional de Justiça - Paulo Abrão: Estudos realizados há mais de 30 anos indicam que as crianças tendem a copiar aquilo que elas assistem, e isso afeta, evidentemente, o nível de sua formação, de autonomia, de critérios valorativos e de discernimento em torno da sua realidade. A nossa Constituição prevê a classificação de todo entretenimento e diversões públicas, inclusive os espetáculos teatrais, os filmes nos cinemas e os programas na televisão, que não envolvam, evidentemente, programas jornalísticos. E, portanto, nós mantemos, aqui dentro do Ministério da Justiça, uma coordenação de classificação indicativa que faz a análise prévia de cada um desses produtos. E, agora, a mais recente novidade é de que a política alcançará também os softwares, os aplicativos e os games.

Repórter Isabela Azevedo: E qual é a dica, então, para os pais em relação aos programas na televisão e também ao cinema?

Secretário nacional de Justiça - Paulo Abrão: A dica é que os pais estejam atentos aos sinais da classificação, que pode ser classificação livre para todos os públicos, onde a análise não aponta nenhuma inadequação, e a exibição pode se dar em qualquer horário; ou dez anos, quando é não recomendado para menores de dez anos, pode ser exibido em qualquer horário; 12 anos, a exibição é somente após as 20 horas; 14 anos, a exibição pode dar apenas a partir das 21 horas; 16 anos, após as 22; e 18 anos, a exibição na televisão somente após as 23 horas. E é... É claro, conteúdo não recomendado para menores de 18 anos no cinema.

Repórter Isabela Azevedo: Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça, muito obrigada pela entrevista à Voz do Brasil.

Secretário nacional de Justiça - Paulo Abrão: Eu é que agradeço.

Adalto: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Kátia: Quarenta mil militares das Forças Armadas vão atuar em cerca de 400 municípios nas eleições, neste domingo.

Adalto: Em dois meses, crédito rural soma R$ 20 bilhões.

Kátia: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de Jornalismo da EBC Serviços. Nós voltamos na segunda-feira. Uma boa-noite.

Adalto: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até segunda-feira.