07/10/2011 - A Voz do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff assinou hoje, em Ancara, na Turquia, acordos nas área de educação e jurídica, com o presidente Abdullah Guiu e participou de um encontro com empresários brasileiros e turcos. O ministério da Saúde vai implantar salas de estabilização em municípios que não tem Upas 24h. e pronto-socorro. A Operação da Policia Black Ops da Receita Federal desarticulou hoje uma organização criminosa formada por integrantes da máfia israelense, que atua em vários países na exploração de máquinas caça-níqueis, agiotagem, prostituição e tráfico de drogas. Segundo a Receita Federal, aqui no Brasil a quadrilha fazia também a importação de carros de luxo usados, o que é ilegal. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

07/10/2011 - A Voz do Brasil

A presidenta Dilma Rousseff assinou hoje, em Ancara, na Turquia, acordos nas área de educação e jurídica, com o presidente Abdullah Guiu e participou de um encontro com empresários brasileiros e turcos. O ministério da Saúde vai implantar salas de estabilização em municípios que não tem Upas 24h. e pronto-socorro. A Operação da Policia Black Ops da Receita Federal desarticulou hoje uma organização criminosa formada por integrantes da máfia israelense, que atua em vários países na exploração de máquinas caça-níqueis, agiotagem, prostituição e tráfico de drogas. Segundo a Receita Federal, aqui no Brasil a quadrilha fazia também a importação de carros de luxo usados, o que é ilegal. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Duração:

Publicado em 09/12/2016 18:24

Apresentadora Kátia Sartório: Brasil e Turquia assinam acordos nas áreas jurídica e de educação.

Apresentador Luciano Seixas: Prefeituras que não têm UPAs 24 horas e prontos-socorros já podem enviar propostas ao Ministério da Saúde para ganharem salas de estabilização.

Kátia: Polícia Federal desarticula quadrilha ligada à máfia israelense que explorava máquinas de caça-níqueis, prostituição, tráfico de drogas e contrabando de carros importados.

Luciano: Sexta-feira, 7 de outubro de 2011.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: A presidenta Dilma Rousseff assinou hoje em Ancara, na Turquia, acordos nas áreas de educação e jurídica com o presidente Abdullah Gül e participou de um encontro com empresários brasileiros e turcos.

Luciano: As trocas comerciais entre os dois países aumentaram três vezes desde 2005 e chegaram a US$ 1,7 bilhão no ano passado.

Kátia: Hoje, a presidenta Dilma defendeu que os dois países atuem juntos para ajudar a combater a crise financeira internacional. O repórter Adilson Mastelari está na Turquia e tem mais informações.

Repórter Adilson Mastelari (Ancara-Turquia): A presidenta Dilma se encontrou com o presidente da Turquia, Abdullah Gül. Eles assinaram três acordos: um na área da educação, que vai permitir mais intercâmbios universitários para que turcos possam estudar no Brasil e brasileiros, pelo Programa Ciência sem Fronteiras, se especializem na Turquia. O segundo acordo vai favorecer as transferências de condenados fora de suas Repúblicas para completarem as penas no país de origem. O terceiro vai promover auxílio jurídico em casos penais de turcos e brasileiros que estejam fora de seus países. Dilma também quer contribuir para que a Turquia, junto com o Brasil, estreite as relações com a África. No campo de tecnologia e inovação, lembrou que as principais entidades científicas dos dois países vão se integrar mais.

Presidenta Dilma Rousseff: A Turquia e o Brasil tem muito a ganhar com essa parceria recíproca. Temos acordo na área de defesa em vigor desde 2007 e queremos aprofundá-lo. Nosso acordo no campo científico também abre grandes oportunidades para os nossos países e, especificamente, na área da saúde, como é o caso do rastreamento de medicamentos. Gostaríamos também de destacar a importante parceria que podemos ter e estamos desenvolvendo na área científica e tecnológica entre o CNPQ brasileiro e o Conselho de Pesquisa Científica e Tecnológica da Turquia, Tübitak.

Repórter Adilson Mastelari (Ancara-Turquia): Os turcos veem no líder sul-americano a porta de entrada para os demais países da América Latina e querem um acordo Turquia-Mercosul. Dilma lembrou que Brasil e Turquia juntos dispõem de um mercado de 270 milhões de consumidores, e que os investimentos dentro de casa mais a diversificação de parceiros comerciais, principalmente países em desenvolvimento, têm ajudado a superar as consequências da crise financeira internacional.

Presidenta Dilma Rousseff: Para a nossa relação bilateral, a crise nos oferece também uma oportunidade, reforça tendência de profunda transformação nos fluxos de comércio e investimento. Hoje, as diferentes regiões do mundo se articulam de forma inovadora e criativa. A crise impõe aos países emergentes uma responsabilidade a qual certamente nós, Brasil e Turquia, estaremos à altura, a de crescer e continuar expandindo as nossas relações internacionais. Este é, sem dúvida nenhuma, o melhor remédio para as nossas economias.

Repórter Adilson Mastelari (Ancara-Turquia): A Turquia é o último país visitado pela presidenta Dilma na viagem de uma semana a Europa. De Ancara, na Turquia, Adilson Mastelari.

Luciano: E também hoje, em Ancara, a presidenta Dilma visitou o memorial Atatürk, onde está os restos mortais de Mustafa Kemal Atatürk, principal personalidade da história política da Turquia.

Kátia: Dilma Rousseff levou flores ao memorial onde está enterrado o corpo do fundador da República da Turquia e o primeiro presidente do país.

Luciano: Atatürk é reconhecido também por ter separado o Estado turco da região islâmica.

Kátia: E o presidente em exercício, Michel Temer, participou hoje da abertura da Exposição-Feira Agropecuária Industrial e Comercial de Chapecó, em Santa Catarina.

Luciano: Michel Temer afirmou que o Brasil não foi afetado pela crise econômica internacional e está preparado para enfrentá-la.

Presidente em exercício - Michel Temer: Não há crise econômica no país, não há. Nós estamos preparados para enfrentá-la. Não estivesse preparado para enfrentá-la, nós não viraríamos aqui, não estaríamos vendo aqui a exposição grandiosa do agronegócio, da indústria, do comércio, que se dá aqui em Chapecó.

Kátia: O Ministério da Saúde vai implantar salas de estabilização em municípios que não têm UPAs 24 horas e prontos-socorros.

Luciano: Vamos saber mais na entrevista que a repórter Ana Gabriella Sales fez com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Repórter Ana Gabriella Sales: Ministro, qual é o objetivo da instalação dessas novas salas de estabilização?

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Nós queremos levar a saúde mais perto de onde as pessoas moram e vivem, com mais médicos. A sala de estabilização vai aumentar a capacidade de uma unidade de saúde, do centro de saúde, a resolver os problemas, inclusive problemas graves, na própria unidade, sem precisar ir para o pronto-socorro, sem precisar ir para uma UPA 24 horas. Nós queremos, com isso, que 80% dos problemas de saúde sejam resolvidos lá na unidade de saúde, perto da onde as pessoas vivem.

Repórter Ana Gabriella Sales: E qual que é a meta do governo de instalação em todos os estados?

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: A nossa previsão é poder instalar a sala de estabilização dos municípios que não têm pronto-socorro, que não têm UPA 24 horas, ou seja, em todos esses municípios está aberta a possibilidade e agora os prefeitos apresentam os projetos ao Ministério da Saúde.

Repórter Ana Gabriella Sales: Com essas salas reduz bastante o índice de pessoas que precisam ir para o hospital.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: A melhor forma de reduzir a lotação dos pronto-socorros é você também agir antes de chegar no pronto-socorro. Uma forma é a UPA 24 horas, que nós vamos instalar mil no Brasil inteiro até 2014. Essas UPAs 24 horas reduzem em 99.6 a necessidade da pessoa ir para o pronto-socorro. E a sala de estabilização é uma outra forma, lá mais perto de onde a pessoa vive, resolvendo 80% dos problemas na Unidade Básica de Saúde.

Repórter Ana Gabriella Sales: Então, resumindo, ela vai facilitar que as pessoas tenham acesso aos serviços do SUS mais facilmente.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Te leva a saúde mais perto de onde as pessoas vivem, resolvendo os problemas perto da sua casa sem precisar ir para o pronto-socorro.

Kátia: Ouvimos a entrevista com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre as salas de estabilização e municípios que não têm UPAs 24 horas e prontos-socorros.

Luciano: Mais informações em você www.saude.gov.br; ou no Disque-Saúde, 0800-611997.

Kátia: A operação da polícia e da Receita Federal chamada “Black Ops” desarticulou hoje uma organização criminosa formada por integrantes da máfia israelense que atuava em vários países na exploração de máquinas caça-níqueis, agiotagem, prostituição e tráfico de drogas.

Luciano: Segundo a Receita Federal, aqui, no Brasil, a quadrilha fazia também a importação de carros de luxo usados, o que é ilegal.

Kátia: A Receita informou, ainda, que nos últimos dois anos as empresas envolvidas na fraude importaram mais de 100 veículos usados, mas a suspeita é de que mais de 500 carros usados tenham entrado no país de forma irregular.

Luciano: Já a Polícia Federal informou que, além dos mandados de prisão e de busca e apreensão em 14 estados e no Distrito Federal, será realizado o bloqueio de bens no valor de R$ 50 milhões.

Kátia: Os presos poderão responder pelos crimes de contrabando e comércio ilegal de pedras preciosas, crime contra a economia popular, formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pegar até dez anos de prisão.

Luciano: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, que mede a inflação oficial, teve novo aumento e apresentou variação de 0,53% em setembro.

Kátia: O acumulado do ano fechou em 4,97%, número maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 3,60%.

Luciano: Os aumentos nos preços dos alimentos e de serviços, como colégios e empregados domésticos, foram duas das principais influências para a alta da inflação nos últimos 12 meses, como explica a gerente do IPCA, do IBGE, Eulina Nunes.

Gerente do IPCA - Eulina Nunes: Os serviços em geral têm uma influência forte sobre a renda. Quanto maior a renda, quanto mais disponibilidade de emprego, mais espaço os serviços têm para aumentarem, para ficar mais caro.

Kátia: E ainda segundo o IBGE, o Índice Nacional da Construção Civil registrou uma inflação de 0,19% em setembro deste ano.

Luciano: O custo nacional da construção passou de R$ 801,11 por metro quadrado, em agosto, para R$ 802,66 por metro quadrado, em setembro.

Kátia: Os custos relativos aos materiais de construção e a mão de obra também aumentaram em setembro.

Luciano: O estado onde está mais caro construir é a Paraíba, e onde está mais barato é em Alagoas.

“No escurinho do cinema, chupando drops de anis...”

Kátia: Como que é bom ir ao cinema, não é, Luciano, comer pipoca, ver um bom filme...

Luciano: Com certeza, Kátia. E olha que notícia boa: a presidenta Dilma Rousseff assinou medida provisória, no último dia 29, que institui o programa “Cinema Perto de Você”.

Kátia: Isso significa que vão ser construídas salas de cinema em locais que não possuem uma sala de exibição sequer, como explica o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema, Ancine, Manoel Rangel.

Diretor-presidente da Ancine - Manoel Rangel: Nós fizemos um mapeamento da situação do parque exibidor em todo o país, localizamos as áreas de maior concentração de salas de cinemas, áreas de carência de salas de cinema, e, com base nisso, nós construímos o programa “Cinema Perto de Você” para que nós pudéssemos fazer com que o país saia da situação de ter uma sala de cinema para cada 80 mil habitantes e possamos evoluir para ter mais salas de cinema em todo o território brasileiro. O Brasil, hoje, tem salas de cinema em apenas 8% dos municípios brasileiros. Há muitas cidades com mais de 100 mil habitantes que não têm nenhuma sala de cinema. A periferia das grandes cidades sofre com a falta da sala de cinema. Portanto, nós entendíamos que era necessário reunir um conjunto de esforços para viabilizar a expansão do parque exibidor, e, com isso, lançamos o programa “Cinema Perto de Você”.

Luciano: Podem propor projetos as prefeituras de municípios com mais de 20 mil e menos de 100 mil habitantes que não tenham sala de cinema, e os governos estaduais e do Distrito Federal. Mais informações sobre o programa no portal da Ancine: www.ancine.gov.br/cinemapertodevoce.

Kátia: Sete e doze.

Luciano: Este assunto que a gente estava abordando significa que vão ser construídas salas de cinema em locais que não possuem uma sala de exibição sequer, como explicou aí o diretor da Agência, o Manoel Rangel.

Kátia: Luciano, você lembra que na semana passada anunciamos os prejuízos da Previdência Social com acidentes de trânsito que atingem, por ano, R$8 bilhões com o pagamento de benefícios, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e até mesmo pensão por morte?

Luciano: Lembro sim, Kátia. Inclusive, segundo dados do INSS, cerca de 15% dos pagamentos são decorrentes de acidentes de trânsito.

Kátia: E o governo já está fazendo um levantamento para cobrar, a partir desse mês, as despesas dos motoristas que provocam acidentes com vítimas.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Imprudência, dirigir embriagado, andar na contramão, pisar fundo, bem acima da velocidade permitida, condutas de alguns motoristas que acabam gerando acidentes, muitas vezes fatais. O Brasil ocupa o 5º lugar no ‘ranking’ de acidentes de trânsito com mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde. Quem deve ser responsável pelas despesas provocadas por esses acidentes?

Entrevistada 1: Cabe ao motorista, o infrator desse acidente bancar as despesas da vítima.

Entrevistada 2: A gente não paga tanto imposto? Tem impostos que nós pagamos justamente para essas horas.

Entrevistado: O motorista tem que bancar, porque está embriagado, bêbado, então ele tem ser responsável pelos seus atos, né?

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Hoje, quem paga a conta é a União. O INSS desembolsa todos os anos cerca de R$ 8 bilhões com benefícios, como auxílio-doença, pensão por morte, aposentadoria por invalidez. Mas o governo está decidido: não quer mais bancar esse prejuízo. A ideia é que os causadores dos acidentes devolvam aos cofres públicos o dinheiro pago com as despesas das vítimas. O INSS está fazendo um levantamento em busca desses motoristas infratores. Os primeiros processos serão movidos em cima de casos graves, nos quais os motoristas já tenham sido condenados por homicídio doloso. O governo federal vai seguir o modelo usado com as empresas que não previnem acidentes de trabalho. Quando um funcionário se machuca por falta de equipamentos ou de qualificação para o cargo, o INSS entra com pedido de indenização. Até hoje, em todo o país, o órgão já entrou com mais de 1.400 ações desse tipo. Para Alessandro Stefanutto, procurador-geral do INSS, a medida tem um caráter educativo.

Procurador-geral do INSS - Alessandro Stefanutto: Uma ação que enseja indenização pode ser pensada, no início, que o INSS está só pensando nos recursos. Nós temos a obrigação legal de proteger os recursos do trabalhador. Então, a gente vai, sim, buscar os recursos, mas a nossa primeira meta é que isso sirva como uma medida pedagógica, que aqueles motoristas que insistem em dirigir na contramão, alcoolizados, usando drogas, ou outros tipos de gravíssimas infrações, eles sejam desestimulados, porque a sociedade não tem mais como arcar com esse tipo de comportamento.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): A Advocacia-Geral da União deve entrar com as primeiras ações agora em outubro. De Brasília, Carla Wathier.

Luciano: As empresas, Kátia, são obrigadas a pagar ao Ministério da Previdência Social um seguro que varia de 1 a 3% da folha de pagamento para cobrir despesas do INSS com acidentes de trabalho.

Kátia: E para incentivar os empregadores, Luciano, a investirem na segurança e na saúde dos funcionários, como na construção civil, o governo criou, em 2009, o Fator Acidentário de Prevenção. Isso significa que as empresas que registrarem menos acidentes têm descontos no valor do seguro.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): Os últimos dados do Ministério da Previdência Social sobre acidentes de trabalho em todos os setores são de 2009. Naquele ano, foram registrados mais de 740 mil acidentes, quase 2.500 mortes e mais de 13 mil pessoas ficaram incapacitadas. E é o INSS quem arca com os custos de aposentadorias por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente. Por isso, as empresas precisam pagar ao INSS um seguro acidente que cobre parte desses gastos. O seguro é calculado de acordo com o risco da atividade, o valor varia de 1 a 3% da folha de pagamento da empresa. E o Fator Acidentário, criado em 2009 pelo governo federal, quer beneficiar as empresas que tiverem os menores índices de acidentes com descontos, como explica Remígio Todeschini, diretor de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência.

Diretor de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência - Remígio Todeschini: Essa cobrança é feita individualizada, por empresa. Cada empresa, em princípio, deve pagar uma taxa de seguro leve, médio ou grave de 1, 2 ou 3%, sendo que na verificação da maior ou menor, ou nenhuma acidentalidade, essa cobrança pode ser aumentada em dobro ou diminuída pela metade.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): O Fator Acidentário já está disponível para consulta na página eletrônica do Ministério da Previdência Social. De cerca de 1 milhão de empresas, mais de 90% vão ser beneficiadas com descontos, quase 800 mil vão ter o seguro acidente reduzido pela metade, cerca de 88 mil vão ter aumento na alíquota porque apresentaram índice de acidentes acima da média. Segundo o Ministério da Previdência, os gastos com acidentes de trabalho chegam a R$ 14 bilhões por ano no país, índice superior ao alcançado com o seguro pago pelas empresas, que fica em torno de R$ 8 bilhões. De Brasília, Priscila Machado.

Luciano: Mais informações em www.mpas.gov.br.

Kátia: A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República está com as inscrições abertas, até o dia 30 de outubro, para sugestões ao Prêmio de Direitos Humanos.

Luciano: O prêmio é dado pelo governo federal a pessoas e organizações que trabalharam para que o Brasil seja menos violento.

Kátia: Assunto da entrevista que a nossa editora Luciana Vasconcelos fez com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Editora Luciana Vasconcelos: Nessa edição, novas categorias foram incluídas, não é isso, ministra?

Ministra da Secretaria de Direitos Humanos - Maria do Rosário: Nós temos várias categorias e várias novas estão aí apresentadas, justamente porque os direitos humanos têm essa característica de uma importante mobilidade. Por exemplo, categorias como o direito das crianças e adolescentes, população de rua, pessoas que atuam com as populações mais vulneráveis que vivem nas ruas, a questão das mulheres, da igualdade racial, pessoas que defendem os direitos da pessoa idosa no enfrentamento da violência contra as pessoas idosas. E também a garantia de direitos da população LGBT, que sofre muito a vivência da homofobia no Brasil, que são as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, também aí para eles existe um prêmio para os que defendem a luta dessa comunidade, dessas pessoas. E também nós temos uma categoria que se chama “Direito à Memória e à Verdade”, que versa sobre o resgate à memória e à verdade no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período de 1964, 1985, com vistas a promover a reflexão e a divulgação da história brasileira, resgatando o importante para todos aqueles que lutaram pela democracia no Brasil. E num tempo em que nós estamos falando tanto na Comissão da Verdade, buscando constituí-la no Brasil, esse prêmio também destacará pessoas que defendem o direito à memória e à verdade no Brasil.

Editora Luciana Vasconcelos: Todos do Brasil podem participar.

Ministra da Secretaria de Direitos Humanos - Maria do Rosário: Todos os brasileiros e brasileiras podem participar indicando quem é merecedor do Prêmio de Direitos Humanos nas diferentes categorias. Isto pode ser feito através do site da Secretaria de Direitos Humanos, que é www.direitoshumanos.gov.br; ou www.sdh.gov.br.

Editora Luciana Vasconcelos: Conversei agora com a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos. Muito obrigada, ministra, pela participação, aqui, na Voz do Brasil.

Ministra da Secretaria de Direitos Humanos - Maria do Rosário: Muito obrigada, um grande abraço e participem.

Luciano: O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, completou 45 anos.

Kátia: Criado inicialmente para proteger o trabalhador demitido sem justa causa, o FGTS tem ajudado brasileiros a comprarem casas e até cuidar da própria saúde.

Luciano: Segundo dados da Caixa Econômica Federal, que administra depósitos do fundo, foram sacados no primeiro semestre deste ano R$ 27 bilhões. A maior parte do dinheiro, R$ 17 bilhões, para trabalhadores demitidos sem justa causa.

Kátia: Mas não é só isso, não, Luciano. A reportagem de Daniela Almeida nos traz agora mais detalhes sobre o FGTS.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): Nestes 45 anos de existência, o FGTS também tem garantido investimentos em obras de saneamento básico, como água tratada, esgoto, energia elétrica e transporte urbano. Dinheiro que movimenta a economia nacional, como explica o superintendente do FGTS da Caixa Econômica Federal, José Maria Oliveira Leão.

Superintendente do FGTS da Caixa Econômica Federal - José Maria Oliveira Leão: O fundo, de qualquer forma, ele tem um peso bastante significativo nesse processo. Só para se ter uma ideia, os orçamentos dos Fundos de Garantias anuais giram em torno de R$ 60 bilhões, dinheiro esse investido em obras de saneamento, infraestrutura e, principalmente, em obras de construção de casa própria para a população de baixa renda.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): O fundo, que em 2011 totaliza R$67 bilhões, é abastecido com depósitos que os empregadores fazem mensalmente em contas da Caixa Econômica Federal. Abertas nos nomes dos empregados, o valor corresponde a 8% do salário de cada funcionário. Individualmente, o saque pode ser feito pelo trabalhador em 30 situações diferentes, entre elas quando se aposenta, quer comprar um imóvel ou é portador de doença grave, como câncer ou Aids. De Brasília, Daniela Almeida.

Luciano: Para acessar o saldo do FGTS entre em www.fgts.gov.br.

Kátia: O Ministério do Meio Ambiente vai investir até 2014 R$ 2 bilhões na revitalização da bacia do rio São Francisco.

Luciano: Somando esse dinheiro com o que já foi destinado e com o que está sendo empregado atualmente, o valor total para a recuperação do São Francisco é de R$ 6,4 bilhões.

Kátia: O diretor de Revitalização de Bacias do Ministério do Meio Ambiente, Renato Ferreira, explica que o programa de revitalização do São Francisco está ligado a diversos outros programas do governo, como o “Água para Todos”.

Diretor de Revitalização de Bacias do Ministério do Meio Ambiente - Renato Ferreira: O programa já está com oito anos de execução, ele foi iniciado em 2004, ainda no governo do presidente Lula. Ele está com toda uma programação de continuidade de ações até 2014, já no governo da presidenta Dilma. Então, esse foi um momento de expor para a população as principais ações de andamento, que são as obras principais de esgotamento sanitário, de resíduos sólidos, de controle de processos erosivos, de adequação e proteção de nascentes e de vegetações de matas ciliares, de áreas de preservação permanente, mas que também trabalha na linha do acesso à água, agora se integrando no programa “Água para Todos”. Então, foi um conjunto de obras muito grandes que foram realizadas. É um conjunto de iniciativas.

Luciano: O Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus divulgou hoje medidas para beneficiar outros distritos responsáveis pela saúde indígena no estado do Amazonas.

Kátia: De acordo com o Ministério da Saúde, vão ser contratados 370 profissionais para trabalhar nos distritos de Alto Rio Negro, Alto Rio Solimões, Manaus, Parintins, Médio Rio Purus, Médio Rio Solimões e Vale do Javari.

Luciano: Dos mais de 300 profissionais, 124 são motoristas para garantir o deslocamento das equipes de saúde indígena e a remoção de pacientes das aldeias.

Kátia: Quatro veículos que estavam quebrados nas aldeias também foram consertados, e outros 13 estão em manutenção.

Luciano: Você ouviu hoje na Voz do Brasil.

Kátia: Brasil e Turquia assinam acordos nas áreas jurídica e de educação.

Luciano: Prefeituras que não têm UPAs 24 horas e prontos-socorros já podem enviar propostas ao Ministério da Saúde para ganharem salas de estabilização.

Kátia: Polícia Federal desarticula quadrilha ligada à máfia israelense que explorava máquinas caça-níqueis, prostituição, tráfico de drogas e contrabando de carros importados.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Siga A Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos na segunda-feira. Uma boa noite, um bom fim de semana.

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite, bom fim de semana e até segunda.