07/12/2011 - A Voz do Brasil

O governo lançou hoje mais um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack até 2014 com investimentos programados de R$ 4 bilhões Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão ser criados Consultórios de Rua, com médicos, psicólogos e enfermeiros, para fazer a busca ativa de dependentes e avaliar sua internação voluntária ou não. O governo vai distribuir de graça 4,5 milhões de testes rápidos para diagnóstico de sífilis no ano que vem, por meio do programa Rede Cegonha. De acordo a Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, divulgada hoje pela Anvisa, de quase 2.500 amostras de alimentos coletadas, 28% foram consideradas insatisfatórias, ou seja, tinham muito agrotóxico. Pimentão, morango e pepino continuam liderando a lista dos contaminados. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

07/12/2011 - A Voz do Brasil

O governo lançou hoje mais um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack até 2014 com investimentos programados de R$ 4 bilhões Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão ser criados Consultórios de Rua, com médicos, psicólogos e enfermeiros, para fazer a busca ativa de dependentes e avaliar sua internação voluntária ou não. O governo vai distribuir de graça 4,5 milhões de testes rápidos para diagnóstico de sífilis no ano que vem, por meio do programa Rede Cegonha. De acordo a Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, divulgada hoje pela Anvisa, de quase 2.500 amostras de alimentos coletadas, 28% foram consideradas insatisfatórias, ou seja, tinham muito agrotóxico. Pimentão, morango e pepino continuam liderando a lista dos contaminados. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Publicado em 09/12/2016 18:23

Apresentadora Kátia Sartório: Governo lança mais um plano de combate ao crack. Vão ser investidos R$ 4 bilhões, nos próximos três anos.

Apresentador Luciano Seixas: E 4,5 milhões de testes rápidos para sífilis vão ser distribuídos no ano que vem.

Kátia: Pimentão, morango e pepino lideram a lista dos alimentos contaminados por agrotóxico.

Luciano: Quarta-feira, 07 de dezembro de 2011.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: Lançado hoje um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack.
Até 2014, o governo federal deve investir R$ 4 bilhões em ações que vão ser desenvolvidas de forma integrada com estados e municípios.

Luciano: No lançamento, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que a rede pública de saúde vai ser reforçada para tratar não apenas usuários com crises de abstinência, mas também quem tem dificuldade em lidar com a dependência. Carla Wathier explica.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): O crack é uma droga de fácil acesso, tem alta letalidade, causa dependência e está presente em todo o território nacional. Maria Garrido é psicóloga e trabalha num centro que atende cerca de 500 pessoas por mês. A maioria dos pacientes é do sexo masculino e tem mais de 25 anos de idade. Além do dependente, toda a família é tratada.

Psicóloga - Maria Garrido: A gente percebe que tem uma eficácia maior quando a família também é tratada, porque ela também adoece, também é acompanhada, para ela entender esse processo de dependência química. Porque, muitas vezes, o que acontece? O paciente, ele está bem, ele está há um ano tranquilo, em sobriedade, conseguiu se reinserir, voltou a trabalhar, e ele tem uma recaída. Quando isso acontece, a família recai junto, aí entra naquele descrédito.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Para enfrentar o problema, o governo lançou hoje um novo programa de combate ao crack. Com investimentos de R$ 4 bilhões, um dos focos do novo plano é ampliar a oferta de tratamento aos usuários de drogas. A ideia é também dar mais atenção à capacitação de pessoas que trabalham diretamente no tratamento de dependentes, sejam elas funcionárias da rede pública de saúde ou colaboradoras de clínicas privadas. O foco do governo também está na educação, capacitando educadores em escolas públicas, e ainda policiais militares que atuam na comunidade. Outro plano incluído no novo plano é o reforço no combate ao tráfico de drogas. O objetivo é integrar as ações de inteligência e cooperação entre as forças policiais, seja nos grandes centros consumidores, seja nas áreas de fronteira. Para a presidenta Dilma Rousseff, o Brasil é capaz de superar esse desafio, se todos se unirem.

Presidenta Dilma Rousseff: Um país que voltou a ser capaz de dirigir seus próprios rumos, ao pagar o Fundo Monetário e assumir a sua soberania na condução do seu crescimento, da distribuição de renda e da volta ao investimento público e privado. Esse país que conseguiu tudo isso, ele também vai ter uma política sistemática, ampla, moderna, corajosa e criativa de enfrentamento das drogas.

Repórter Carla Wathier (Brasília-DF): Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios, feita no final do ano passado em quase 4 mil cidades do país, mostrou que em 98% delas há problemas relacionados a essa droga. De Brasília, Carla Wathier.

Luciano: Para facilitar o acesso, o serviço de atendimento telefônico gratuito de orientação sobre drogas vai passar para o número 132.

Kátia: Informações também no portal Enfrentando o Crack, em www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack.

Luciano: E o programa do governo federal contra o crack veio depois do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em maio do ano passado, que investiu mais de R$ 400 milhões.

Kátia: Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão ser criados consultórios de rua, com médicos, psicólogos e enfermeiros, para fazer a busca ativa de dependentes e avaliar se a internação pode ser voluntária, com aval do usuário, ou involuntária, contra a vontade do paciente.

Luciano: Segundo o ministro, hoje, a internação involuntária é feita, mas não como política pública de combate às drogas.

Kátia: Alexandre Padilha explicou que o Brasil vive uma epidemia de crack e por isso as ações de combate estão estruturadas nos eixos: cuidado, prevenção e autoridade.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): No eixo cuidado, será criada a rede de atendimento “Conte com a gente”, com estrutura especializada para ajudar dependentes químicos na superação do vício e na reintegração à sociedade. Serão criadas também enfermarias especializadas, nos hospitais do Sistema Único de Saúde, o SUS. O governo vai investir ainda R$ 670 milhões para criar quase 2.500 leitos para dependentes de drogas que precisem de atendimento e internações de curta duração, em crises de abstinência e casos de intoxicação grave. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que, para estimular a implantação desses serviços, o valor da diária de internação repassado aos estados e municípios será quase quatro vezes maior. Passa de R$ 57,00 para até R$ 200,00. O ministro também destacou outras novidades em relação ao plano anterior de enfrentamento ao crack.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Mudança para superar as dificuldades que teve para a abertura de leitos, enfermarias especializadas no modelo anterior. Nós criamos as Unidades de Acolhimento, tanto infanto-juvenil quanto de adultos também - esse é um modelo diferente -, com recurso específico para isso e abrindo a possibilidade de parcerias com entidades que realizam. Nós estamos abrindo uma parceria com entidades do terceiro setor, que já cuidam de dependência química. Estamos ampliando fortemente o Consultório na Rua e mudando a forma de financiamento dele.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): O eixo prevenção terá foco nas escolas, nas comunidades e na comunicação com a população. Duzentos e dez mil educadores e 3.300 policiais militares vão ser treinados para prevenir o uso de drogas, em 42 mil escolas públicas do país. O eixo autoridade prevê a atuação integrada das Polícias Estaduais com as Polícias Federal e Rodoviária Federal, na área de inteligência e investigação, para identificar e prender traficantes de drogas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que essas ações policiais vão ser concentradas nas fronteiras e nos centros consumidores.

Ministro da Justiça - José Eduardo Cardozo: É exatamente nessa perspectiva que nós vamos trabalhar... ou seja, ocupando território, buscando tratamento aos usuários e fazendo um policiamento ostensivo e de proximidade.

Repórter Ricardo Carandina (Brasília-DF): Outras informações sobre o plano “Crack, é possível vencer!” em www.mj.gov.br. De Brasília, Ricardo Carandina.

Luciano: E falando em drogas, o maior leilão para a venda de bens apreendidos de traficantes vai ser feito no dia 13 de dezembro, no Paraná.

Kátia: A expectativa da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça é arrecadar cerca de R$ 1,5 milhão com a venda de quatro imóveis, 223 veículos, oito aeronaves, além de joias.

Luciano: Os recursos vão para o Fundo Nacional Antidrogas, que investe na prevenção, repressão, tratamento, recuperação e reinserção social de dependentes de drogas. Mais informações em www.mj.gov.br.

Kátia: E ainda falando em saúde, o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, participou do programa Brasil em Pauta de hoje.

Luciano: Dirceu Greco anunciou que o governo vai distribuir de graça mais 4 milhões de testes rápidos para diagnóstico de sífilis, no ano que vem, por meio do programa Rede Cegonha.

Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Dirceu Greco: Nós ainda temos quase 12 mil casos de sífilis congênita, que pode ser completamente eliminada, e está no plano grande da Rede Cegonha e da nossa discussão interna de facilitar, principalmente com o teste rápido. O teste rápido, só para explicar para a população, que é um teste tão eficaz quanto esse usual, que nós colhemos o sangue, vai para o laboratório e volta, mas o resultado é rápido e, com isso, principalmente para sífilis, o tratamento pode ser feito imediatamente, e durante a gravidez. É um ponto importantíssimo. Então, o Ministério adquiriu para distribuição, durante o ano de 2012, o suficiente para que em todas as gravidezes esteja disponível.

Luciano: Os primeiros sintomas da sífilis são pequenas feridas nos órgãos sexuais e gânglios, ínguas nas virilhas, que surgem entre sete e 20 dias depois do sexo desprotegido com alguém infectado.

Kátia: A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.

Luciano: Depois de um tempo, podem surgir manchas em várias partes do corpo, inclusive nas mãos e nos pés, e os cabelos começam a cair.

Kátia: A sífilis é uma doença infecciosa causada por uma bactéria. A transmissão ocorre de pessoa para outra, durante o sexo sem camisinha, com a pessoa que estiver infectada, por transfusão de sangue, também, contaminado ou da mãe infectada para o bebê, durante a gestação ou na hora do parto.

Luciano: Por isso, todas as pessoas sexualmente ativas devem fazer o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, porque a sífilis congênita pode causar aborto, má-formação do feto e até a morte do bebê, durante o nascimento.

Kátia: Mais informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis em www.aids.gov.br.

Luciano: Alimentos comuns na mesa dos brasileiros, como pimentão, o morango e o pepino, continuam liderando a lista dos que tiveram, no ano passado, o maior índice de contaminação por agrotóxicos.

Kátia: De acordo com a Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos, divulgada hoje pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, de quase 2.500 amostras de alimentos coletadas, 28% foram consideradas insatisfatórias, ou seja, tinham muito agrotóxico.

Luciano: A notícia boa é que a batata saiu da lista dos produtos com altos índices de contaminação. Vamos saber mais na reportagem de Priscila Machado.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): A Anvisa analisou 2.500 amostras nos supermercados de 25 estados e do Distrito Federal. Vinte e oito porcento estavam insatisfatórias, com resíduos acima do limite permitido ou agrotóxico não autorizado para a cultura analisada. O pimentão lidera a lista: mais de 90% das amostras apresentaram problema. O morango vem em seguida, com 63%, e o pepino, com 58% das amostras. Alface e cenoura também apresentaram altos índices de contaminação. Para o consumidor, os problemas causados pelos agrotóxicos são cumulativos, só aparecem ao longo de anos. Por isso, a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, é, na hora das compras, preferir produtos orgânicos e alimentos da safra atual. É o que explica Luiz Claudio Meirelles, gerente-geral de Toxicologia da Anvisa.

Gerente-geral de Toxicologia da Anvisa - Luiz Claudio Meirelles: Algumas medidas, também, de retirada de casca, retirada de folhas mais externas, lavagem abundante desses alimentos podem reduzir a presença de resíduos de agrotóxicos nesses alimentos.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): A análise da Anvisa também trouxe avanços. A batata, que já foi líder no ranking, teve contaminação zero; o feijão, item da cesta básica, apresenta um dos menores índices, 6,5%; tomate, cebola e mamão também tiveram bons resultados. A análise da Anvisa não gera multas ou sanções. O objetivo é incentivar as vigilâncias sanitárias dos estados a fazerem um trabalho de conscientização com os produtores para a redução dos agrotóxicos. De Brasília, Priscila Machado.
Kátia: Sete e doze no horário brasileiro de verão.

Luciano: O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro, anunciou hoje que suspendeu parte dos contratos do Ministério com suspeitas de irregularidades e também mudanças na Companhia Nacional de Abastecimento, Conab.

Kátia: Esses anúncios feitos hoje pelo ministro da Agricultura são resultados da análise das auditorias feitas pela Controladoria-Geral da União, CGU.

Luciano: Na semana passada, a CGU divulgou o relatório com as irregularidades detectadas na gestão do ex-ministro Wagner Rossi.

Kátia: Entre as denúncias comprovadas pela CGU está o pagamento de R$ 6,5 milhões feito pela Conab no ano passado para uma empresa que está registrada em nome de laranjas e que não existe.

Luciano: Mendes Ribeiro Filho explicou que entre as ações para dar mais transparência ao Ministério da Agricultura está a assinatura de um contrato de gestão com a Conab que vai determinar o cumprimento de metas.

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mendes Ribeiro Filho: Agora começa a questão que envolve o procedimento investigatório, que vai determinar as providências, de fato, e nós iremos acompanhar aquelas determinações. E o Ministério também vai agir nesse sentido. Agora, o que estamos fazendo é criando uma política administrativa para a Conab. Nós estamos fazendo contrato de gestão, fazendo com que a diretoria assine objetivos claros de gestão, que vão permitir que a Conab se integre à política agrícola do Ministério e venha participar, efetivamente, do processo produtivo brasileiro. Quero que o meu Ministério seja o primeiro a ter o acesso à informação pública, quero que esse Ministério já seja treinado para que isso aconteça. Transparência é fundamental à vida pública. Quanto mais transparência, menos possibilidade de qualquer coisa existir.

Kátia: A Conab faz pesquisa sobre custos de produção e preços de produtos agrícolas e é responsável por executar a política de garantia de preços mínimos pagos aos produtores rurais, além de cuidar dos estoques públicos de alimentos.

Luciano: A 8ª Conferência Nacional de Assistência Social começou hoje, aqui, em Brasília. A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome é de que mais de 2 mil representantes de governos e da sociedade participem das discussões até sábado, dia 10 de dezembro.

Kátia: Entre os temas em debate estão os avanços do Sistema Único de Assistência Social, Suas, para acabar com a extrema pobreza no país. O repórter Adilson Mastelari nos conta agora o que o governo está fazendo para identificar as famílias extremamente pobres e incluí-las nos programas sociais.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): Entre as pautas em discussão está o repasse do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome de R$ 5 milhões por mês para 959 municípios. Eles terão 1.132 equipes de busca ativa de famílias extremamente pobres que ainda não são atendidas por programas sociais e acompanhar as famílias beneficiárias do Plano Brasil Sem Miséria. O Distrito Federal já tem uma experiência nesse sentido. Nos últimos três meses, as equipes de busca localizaram e convocaram milhares de famílias que precisam se recadastrar para continuar recebendo benefícios sociais. É o caso de Valquíria Oliveira Santos, que conta com auxílio do Bolsa-Família.

Valquíria Oliveira Santos: Para mim ajuda mais, porque a minha filha, como ela está estudando, aí tem como ela comprar as coisinhas dela.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): O assessor da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Alex Machado, explica que, no Distrito Federal, 189 mil famílias estão em situação de extrema pobreza.

Assessor da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda - Alex Machado: Iniciamos esse trabalho por meio da comunidade civil, buscando essas pessoas junto a sindicatos, junto a associações e cooperativas.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): A expectativa do governo é que as equipes de busca ativa encontrem 3 milhões de famílias que ainda vivem na extrema pobreza. À medida que elas forem encontradas, vão ser cadastradas para receber benefícios e inseridas no atendimento de serviços públicos de saúde e educação. A maioria dessas famílias vive nas áreas rurais, elas vão ser encaminhadas para os Centros de Referências de Assistência Social, os Cras, mais próximos de casa. A diretora de Proteção Social Básica do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Aidê Cançado, explica sobre o trabalho das equipes que vão ao encontro da extrema pobreza.

Diretora de Proteção Social Básica do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - Aidê Cançado: Nós vamos ter, primeiro, uma identificação de famílias que tenham necessidade de acesso à renda, mas que não tenham acesso, ou seja, ou não recebam o Bolsa-Família, ou que tenham direito ao BPC, que é o Benefício de Prestação Continuada, mas não requisitaram, não entraram com requerimento para acesso ao BPC. Mas também temos um compromisso de levar os serviços até essa população.

Repórter Adilson Mastelari (Brasília-DF): As equipes de busca ativa começam a atuar em fevereiro de 2012. De Brasília, Adilson Mastelari.

Luciano: E ainda falando em cidadania, a Secretaria de Direitos Humanos começou mais uma campanha para lembrar que todo mundo tem direito a certidão de nascimento.

Kátia: Importante essa medida, Luciano, porque hoje, aqui, no Brasil, cerca de 5% da população não tem esse documento.

Luciano: A ideia, Kátia, é diminuir o número de brasileiros que chegam à idade adulta sem registro. Por isso, a campanha reforça que a certidão pode ser tirada assim que a criança nasce, na maternidade.

Kátia: Vamos ouvir agora um dos ‘spots’ dessa nova campanha para incentivar o registro de nascimento.

“Eu sou mais um brasileiro, com registro civil, tenho os meus direitos desde o nascimento.
Eu também estou nessa corrente que tem que seguir em frente. O país inteiro está com a gente.

Certidão é de graça, é um direito humano, para o seu filho ter orgulho de ser brasileiro.

A certidão é de graça, é um direito humano. Procure na maternidade, num cartório mais próximo, ou informe-se na prefeitura sobre os mutirões.

Faça certidão ainda na maternidade para o seu filho ter seus documentos. Ter nome e sobrenome, garantir os seus direitos e se registrar.

Sou da família Brasil e tenho orgulho de ser brasileiro.

Eu tenho certidão de nascimento, sou cidadão brasileiro.

Eu tenho certidão de nascimento, sou cidadão brasileiro.

Certidão de nascimento, um direito humano, um dever de todo o Brasil.

Secretaria de Direitos Humanos, governo federal”.

Luciano: Uma cartilha lançada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil ajuda estados e municípios a pedirem e usarem o Cartão de Pagamento da Defesa Civil.

Kátia: O cartão foi lançado este ano e está em fase de teste em 25 cidades.

Luciano: Além de facilitar e agilizar a liberação de recursos em casos de desastres naturais, o Cartão de Pagamento da Defesa Civil permite maior controle sobre o dinheiro público. Angélica Coronel.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): A cartilha orienta os gestores estaduais e municipais a preencherem corretamente os formulários necessários para ter acesso a recursos via Cartão de Pagamento da Defesa Civil. Assim, o tempo médio para liberação dos valores para as prefeituras pode cair de 30 dias para 48 horas. Com o cartão, municípios que sofreram com alguma calamidade pública podem pagar ações de socorro, dar assistência às vítimas e restabelecer serviços essenciais, como água e luz. Blumenau, em Santa Catarina, é um dos 25 municípios que estão fazendo parte da fase de testes do cartão, 600 residências da cidade foram total ou parcialmente atingidas por deslizamentos de terra durante as chuvas de setembro desse ano. O dinheiro do cartão está sendo usado para comprar alimentos e colchões para os desabrigados e pagar o aluguel temporário para as famílias que ficaram sem as casas. O secretário de Defesa Civil de Blumenau, José Egídio Borba, diz que o cartão facilitou a relação com os fornecedores de matéria-prima.

Secretário de Defesa Civil de Blumenau - José Egídio Borba: Primeiro a certeza do próprio fornecedor, o prestador de serviço, e o recebimento mais rápido. Então, para nós, ele entra numa situação de débito, tão logo o recurso é liberado, nós fazemos o pagamento desse serviço e para o credor, no caso, o fornecedor, ele tem uma operação de crédito, ou seja, 30 dias depois, no máximo, ele já pode dispor desses recursos.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): O secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, afirma que a transparência na liberação do dinheiro público é outra vantagem do cartão.

Secretário nacional de Defesa Civil - Humberto Viana: Nós vamos saber exatamente o CPF de quem comprou, o que ele comprou, quanto e aonde. Essa informação, ela demora a chegar no procedimento padrão. Demora a chegar meses, às vezes. É a prestação de contas. Hoje, a gente já tem isso on-line.

Repórter Angélica Coronel (Brasília-DF): A partir do ano que vem, o Cartão de Pagamento da Defesa Civil deve ser ampliado para todos os municípios brasileiros que decretarem situação de emergência ou calamidade pública. O primeiro passo indicado pela cartilha para ter acesso ao cartão é criar uma Coordenadoria Municipal de Defesa Civil. A cartilha está em www.defesacivil.gov.br. De Brasília, Angélica Coronel.

Kátia: E o assunto ainda é dinheiro público. O volume de recursos repassados pelo governo para entidades sem fins lucrativos dobrou de 99 a 2010. Passou de R$ 2,2 bilhões, em 99, para mais de R$ 4 bilhões no ano passado.

Luciano: É o que traz o estudo “Transferências federais a entidades privadas sem fins lucrativos”, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, Ipea, divulgado hoje.

Kátia: Segundo o Ipea, que é vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, as transferências obrigatórias estaduais e municipais são a maior parte dos repasses de recursos.

Luciano: Todo o estudo “Transferências federais a entidades privadas sem fins lucrativos” está em www.ipea.gov.br/portal.

Kátia: Bolos prontos, salgadinhos de milho e pão francês são alimentos que estão agora na mira do plano de redução da quantidade de sódio do Ministério da Saúde.

Luciano: Ao todo, são 16 categorias de alimentos que fazem parte do plano, que é voluntário e conta com a participação das associações que representam os produtores de alimentos processados.

Kátia: O coordenador-adjunto da Área de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, explica quais alimentos foram incluídos nesse processo.

Coordenador-adjunto da Área de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde - Eduardo Nilson: Os pães, os caldos e temperos, bebidas lácteas, queijo muçarela, requeijão, biscoitos - aí tanto salgados quanto doces - margarina, embutidos, que tem uma quantidade grande de sódio; o macarrão instantâneo, que já foi pactuado; os bolos, e aí entram os bolos prontos e mistura para bolo; os salgadinhos industrializados, principalmente batata frita e os salgadinhos de milho; derivados de cereais, que seriam aqueles cereais matinais; e refeições prontas.

Luciano: Você ouviu hoje na Voz do Brasil.

Kátia: Governo lança mais um plano de combate ao crack. Vão ser investidos R$ 4 bilhões nos próximos três anos.

Luciano: E 4,5 milhões de testes rápidos para sífilis vão ser distribuídos no ano que vem.

Kátia: Pimentão, morango e pepino lideram a lista dos alimentos contaminados por agrotóxicos.

Luciano: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Kátia: Siga A Voz do Brasil no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos amanhã. Uma boa noite!

Luciano: Fique agora com o minuto do TCU, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até amanhã.