21/03/2012 - A Voz do Brasil

As empresas que exploram petróleo no Brasil devem agir com responsabilidade ambiental. A afirmação é da Presidenta Dilma Roussef que hoje deu posse à Magda Chambriard, 1ª mulher a assumir a diretoria-geral da ANP. O Ministério da Saúde lançou hoje, Dia Mundial da Síndrome de Down, uma consulta pública para criar o Manual de Atenção à Saúde da Pessoa que tem essa deficiência intelectual. As sugestões podem ser enviadas até 20 de abril. Todas as próteses de silicone estão com as vendas suspensas até que o Inmetro, defina novas normas de avaliação de qualidade do produto. Apenas as próteses que já estão no estoque das clínicas vão poder ser usadas, mas a compra de novas unidades só vai ser possível com o selo de qualidade. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

21/03/2012 - A Voz do Brasil

As empresas que exploram petróleo no Brasil devem agir com responsabilidade ambiental. A afirmação é da Presidenta Dilma Roussef que hoje deu posse à Magda Chambriard, 1ª mulher a assumir a diretoria-geral da ANP. O Ministério da Saúde lançou hoje, Dia Mundial da Síndrome de Down, uma consulta pública para criar o Manual de Atenção à Saúde da Pessoa que tem essa deficiência intelectual. As sugestões podem ser enviadas até 20 de abril. Todas as próteses de silicone estão com as vendas suspensas até que o Inmetro, defina novas normas de avaliação de qualidade do produto. Apenas as próteses que já estão no estoque das clínicas vão poder ser usadas, mas a compra de novas unidades só vai ser possível com o selo de qualidade. Tudo isso você ouviu hoje na Voz do Brasil.

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Publicado em 09/12/2016 18:24

Apresentadora Kátia Sartório: Presidenta Dilma afirma que as empresas que exploram petróleo no Brasil têm que cumprir protocolos de segurança para evitar desastres ambientais.

Apresentador Luciano Seixas: Manual vai ajudar no diagnóstico e tratamento de pessoas com Síndrome de Down.

Kátia: Próteses de silicone, importadas e nacionais, só vão poder ser vendidas no Brasil se tiverem a aprovação do Inmetro.

Luciano: Quarta-feira, 21 de março de 2012.

Kátia: Está no ar a sua voz.

Luciano: A nossa voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, nos estúdios da EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: As empresas que exploram petróleo no Brasil devem agir com responsabilidade ambiental.

Luciano: A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que, hoje, deu posse à Magda Chambriard, a primeira mulher a assumir a Diretoria-Geral da Agência Nacional do Petróleo, ANP.

Kátia: O repórter Adilson Mastelari acompanhou e tem mais informações.

Repórter Adilson Mastelari (Rio de Janeiro-RJ): A ANP é quem fiscaliza e regulamenta todo o sistema de produção do petróleo no Brasil. A diretora-geral, Magda Chambriard, é geóloga e já soma 32 anos de experiência na área de petróleo. Assume a Agência com o desafio de elevar a produção de petróleo da camada de pré-sal e aumentar os níveis de produção de etanol.

Diretora-geral da ANP - Magda Chambriard: Recentemente, chegamos a consumir, no Brasil, praticamente a mesma quantidade de etanol e gasolina. Ocorre que a produção e o consumo desse produto vêm caindo, de 2010 para cá, e esse é mais um dos importantes desafios que nós temos pela frente: o de garantir a produção e o consumo do etanol nos níveis que o nosso país precisa.

Repórter Adilson Mastelari (Rio de Janeiro-RJ): A presidenta Dilma elogiou a indicação de Magda Chambriard e disse ser importante que tanto a ANP quanto a Petrobras sejam presididas por mulheres.

Presidenta Dilma Rousseff: Eu considero muito importante para o Brasil e para as mulheres brasileiras constatar que mulheres brasileiras, por mérito e profissionalismo, chegam a postos importantes, numa indústria que, tradicionalmente, é integrada por homens.

Repórter Adilson Mastelari (Rio de Janeiro-RJ): A presidenta ressaltou o papel da ANP no dia a dia dos brasileiros e afirmou que as empresas que exploram petróleo no Brasil têm de cumprir os protocolos de segurança, a fim de garantir a preservação ambiental.
Presidenta Dilma Rousseff: As empresas que aqui vierem se instalar, bem como as que já estão aqui, elas devem saber que protocolos de segurança existem para serem cumpridos - todas empresas, sem exceção. Nesta questão, não há exceções. E é necessário ficar dentro dos limites de esperança e, algumas vezes, abaixo dos limites de segurança, nunca pressioná-los e jamais ultrapassá-los. As empresas, e a ANP tem um papel crucial nisso, devem agir com responsabilidade e ter ações concretas, para garantir segurança operacional e a preservação ambiental.

Repórter Adilson Mastelari (Rio de Janeiro-RJ): Depois de empossar a diretora-geral da ANP, a presidenta Dilma inaugurou a Clínica de Família Joãosinho Trinta, na zona norte do Rio de Janeiro. Com essa nova unidade, a previsão é de que a cobertura de saúde da família da cidade ultrapasse 30%. Em 2009, o índice era de 3,5%. A clínica vai contar com seis equipes de saúde da família e duas de saúde bucal e terá um centro de convivência do idoso, com atividades físicas supervisionadas para a terceira idade. Do Rio de Janeiro, Adilson Mastelari.

Luciano: E, desde ontem, a Marinha está sobrevoando a área onde ocorre vazamento de óleo, no Campo de Frade, litoral do Rio de Janeiro.

Kátia: Técnicos da Marinha e do Ibama registraram a redução da mancha de óleo no Campo de Frade, que é explorado pela empresa Chevron.

Luciano: O contrato de concessão com a empresa exige que a Chevron forneça os meios necessários à fiscalização. Por isso os sobrevoos estão sendo feitos com aviões contratados pela empresa.

Kátia: O novo vazamento foi identificado no último dia 15 de março e, esta semana, a Agência Nacional do Petróleo, a ANP, criou um comitê formado por técnicos da Chevron, da Petrobras e de outra empresa estrangeira que participa da exploração do Campo de Frade, para avaliar os impactos do acidente.

Luciano: Ainda no Rio de Janeiro, a presidenta Dilma Rousseff visitou a Transcarioca, via que vai reduzir o trajeto entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Kátia: A presidenta anunciou investimentos nessa obra com recursos do PAC Mobilidade Urbana. O repórter Adilson Mastelari volta agora, com mais informações, ao vivo. Boa noite, Adilson.

Repórter Adilson Mastelari (ao vivo): Boa noite, Kátia. Em Madureira, a presidenta Dilma viu de perto como estão as obras do trecho cinco da Transcarioca, mais uma obra de mobilidade do PAC. É uma via que vai cortar toda a zona norte do Rio de Janeiro, ligando a Barra da Tijuca até o Aeroporto Internacional do Galeão. O término da obra está previsto para o primeiro semestre de 2014, antes da Copa do Mundo. Será um sistema de transporte moderno, com ônibus articulados, ecológicos, movidos a biodiesel. Hoje, 18% da população carioca já conta com esse tipo de transporte e, até 2014, serão 63% dos usuários atendidos. A obra está orçada em mais de R$ 1,1 bilhão. A presidenta Dilma destacou a importância dessa obra, não só para o Rio de Janeiro, mas, também, para todo o país.

Presidenta Dilma Rousseff: Aqui nós estamos vivenciando uma melhoria na qualidade do nosso país. Nós estamos mostrando que é possível, sim, fazer, de forma correta, transparente e, ao mesmo tempo, eficaz, obras para a população.

Repórter Adilson Mastelari (ao vivo): Bem, e, depois desse evento, a presidenta Dilma, ainda em Madureira, participou da inauguração de uma Central de Atendimento, que criou cinco mil novos empregos na região, aqui, na zona norte do Rio de Janeiro. Esse evento terminou nesse exato momento e, agora, a presidenta se prepara para retornar, em viagem a Brasília. Kátia.

Kátia: Obrigado, Adilson Mastelari, pela participação ao vivo na Voz do Brasil.

Luciano: O Ministério da Saúde lançou hoje, Dia Mundial da Síndrome de Down, uma consulta pública para criar o manual de atenção à saúde da pessoa que tenha essa deficiência intelectual.

Kátia: Esse manual vai orientar profissionais do Sistema Único de Saúde, SUS, sobre como fazer o diagnóstico, o tratamento, e acompanhar de perto quem tem Down.

Luciano: E todo mundo pode mandar sugestões, até o dia 20 de abril.

Kátia: De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 300 mil brasileiros têm Síndrome de Down.

Luciano: De acordo com o Ministério, existem, no país, 1.004 unidades de saúde com serviço de reabilitação em deficiência intelectual e autismo. Por ano, são investidos R$ 170 milhões nessas unidades.

Kátia: E o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje que o manual vai preparar os profissionais de saúde e orientar as famílias das pessoas com Síndrome de Down.

Ministro da Saúde - Alexandre Padilha: Esse manual do Ministério, ele orienta o médico, o profissional de saúde, a fazer o diagnóstico da Síndrome de Down, a como recorrer aos exames, ao Sistema Único de Saúde, ao SUS, quais são os serviços mais... serviços especializados, no Brasil, a informar a família como faz o diagnóstico, cuidar dessas crianças, as ações de atenção a essa criança e ao adulto, depois, à pessoa com Síndrome de Down.

Luciano: Para enviar sugestões sobre o Manual de Atenção a Pessoas com Síndrome de Down, basta mandar uma mensagem para o endereço eletrônico: manualsindromededown@saude.gov.br. Repetindo: manualsindromededown@saude.gov.br.

Kátia: Todas as próteses de silicone estão com as vendas interrompidas até que o Inmetro defina novas normas de avaliação de qualidade do produto.

Luciano: A Anvisa já tinha publicado, no dia 9 de março, no Diário Oficial da União, que estavam interrompidas a importação, distribuição e comercialização das próteses mamárias das marcas PIP e Rofil, que apresentaram taxas de ruptura acima do permitido por lei.

Kátia: A medida já estava valendo para todo o território nacional, independente da importadora.
Luciano: Agora, com a decisão, apenas as próteses que já estão no estoque das clínicas vão poder ser usadas, mas a compra de novas unidades só vai ser possível com o selo de qualidade.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): A Anvisa aprovou novos requisitos mínimos de qualidade para as próteses de silicone comercializadas no Brasil. O produto vai ter que passar por análises de laboratórios credenciados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, Inmetro, como explica Joselito Pedrosa, gerente de Tecnologia de Produtos para Saúde da Anvisa.

Gerente de Tecnologia de Produtos para Saúde da Anvisa - Joselito Pedrosa: O que está sendo colocado de novo é uma ferramenta de avaliação, através de ensaios laboratoriais, e de verificação desses requisitos que são apresentados pelos fabricantes, e esses ensaios são determinados em normas internacionais. Então, a Anvisa, ela estabelece os requisitos mínimos de identidade e qualidade, e o Inmetro, através de regulamento próprio, que está sendo finalizado atualmente, estabelece a lógica de realização desses ensaios em laboratório acreditado pelo Inmetro.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): A nova resolução foi aprovada pela Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, e deve ser publicada amanhã, no Diário Oficial da União. As definições técnicas do Inmetro sobre os testes com as próteses devem ser anunciados em abril. Até lá, apenas as próteses mamárias, que já estão em estoque nas clínicas, vão poder ser usadas para cirurgias plásticas. A nova resolução também obriga o médico a esclarecer, antes da cirurgia, às pacientes sobre os possíveis riscos da colocação da prótese de silicone, como a possibilidade de problemas na amamentação e a necessidade de uma nova cirurgia, quando terminar a vida útil da prótese, como detalha o gerente da Anvisa, Joselito Pedrosa.

Gerente de Tecnologia de Produtos para Saúde da Anvisa - Joselito Pedrosa: Informações com relação ao nome do fabricante, tempo de vida útil, riscos envolvido à prótese e ao procedimento médico cirúrgico, todas as informações que gera o mínimo de decisão da paciente de colocar, ou não, aquela prótese. Essas informações, além de ser repassada para a paciente, ela deve assinar um termo de esclarecimento que recebeu do médico, do profissional, que está assistindo.

Repórter Priscila Machado (Brasília-DF): São comercializadas, no Brasil, próteses de 18 laboratórios internacionais e dois nacionais. No ano passado, foram verificados problemas em próteses das marcas PIP, francesa, e Rofil, holandesa. O silicone inapropriado aumenta o risco de rompimento da prótese. As duas marcas tiveram os produtos recolhidos e os registros cancelados pela Anvisa. De Brasília, Priscila Machado.

Kátia: Sete e doze.

Luciano: E a Polícia Federal apreendeu hoje documentos fiscais e contábeis, extratos bancários, veículos, cheques e dinheiro de um grupo acusado de adulterar combustíveis e sonegar impostos.

Kátia: De acordo com a Polícia Federal, os crimes eram cometidos em postos de combustível de pelo menos 16 cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo.

Luciano: Ainda segundo a Polícia Federal, a base da quadrilha era a cidade de Guarapuava, no interior do Paraná.

Kátia: O papel da educação no processo de mudanças de padrão de produção, de distribuição e consumo para criar um novo modelo de desenvolvimento sustentável foi discutido hoje, aqui, em Brasília.

Luciano: O assunto foi tema do 3º Encontro Diálogos Sociais Rumo à Rio+20, promovido hoje pela Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Carolina Monteiro.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): Educar para preservar. Em Brasília, os jovens aprendem a importância de se cuidar do meio ambiente e também a consumir de modo consciente ainda na escola. A aluna do 2º ano, Letícia Trindade, disse que os projetos ajudam a mudar o modo de consumir.

Estudante - Letícia Trindade: Existem vários projetos na escola sobre o meio ambiente. Um desses projetos é a saída de campo, que é a chácara que nós temos. Lá, nós fazemos várias trilhas, lá nós temos palestras sobre como tratar o meio ambiente, sobre o lixo. E também nós temos a miniempresa que nos ensina como ser empresários, mas, mesmo assim, usando recursos ecológicos, recursos que são reutilizados.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social tem discutido com a população medidas para o país crescer com responsabilidade social e ambiental. Hoje, o debate traz a educação como peça fundamental para se criar um novo modelo de desenvolvimento sustentável, como explica a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Ministra do Meio Ambiente - Izabella Teixeira: É a importância da educação com uma ferramenta estratégica para a consolidação dessa agenda sobre o consumo, produção e o consumo sustentável, quer dizer, conhecer o ciclo de produto, saber mais sobre as opções que nós temos em torno de um consumo melhor que aumente a qualidade de vida, o bem-estar da população, e também tenha maiores resultados do ponto de vista ambiental é um desejo, uma busca que a conferência traz quando estamos propondo, por exemplo, o debate sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): No final de 2011, um relatório feito pela sociedade foi entregue ao governo. O material foi usado no documento enviado às Nações Unidas pela presidenta Dilma Rousseff como pré-texto do que será tratado na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que vai ser realizado em junho, no Rio de Janeiro. Até lá, a mobilização social continua. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, falou que a meta do governo é ter a sociedade presente.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência - Gilberto Carvalho: Um aspecto que ressalta, e no qual nós temos enorme interesse, é que ela se consolide de fato como a Conferência das Nações Unidas, que até agora mais teve participação da sociedade civil. Essa é a nossa ambição.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): No encontro, o ministro adiantou que o governo vai lançar mais um programa para reforçar as ações para o desenvolvimento sustentável. A iniciativa busca atender ao compromisso brasileiro de não ter mais lixões até 2014.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência - Gilberto Carvalho: Vocês sabem que o Brasil tem um compromisso que, até 2014, nós não podemos ter nenhum município com lixão. É uma tarefa dificílima de alcançarmos, e esse programa vem com essa preocupação, também com a preocupação, naturalmente, da questão do tratamento do reciclável e da inclusão dos agentes que trabalham nessa área, que são os catadores. É um programa que tem três vertentes muito importantes, a nosso ver, que é o “Brasil Sem Lixão”, o “Recicla Brasil” e o programa “Pró-Catador”, que será lançado, esperamos dentro de poucos dias, com uma contribuição do governo. É essa a perspectiva.

Repórter Carolina Monteiro (Brasília-DF): Outras informações no endereço eletrônico: www.rio20.gov.br. De Brasília, Carolina Monteiro.

Kátia: Já estão disponíveis três cartilhas para orientar profissionais e cidadãos sobre como ajudar as pessoas que moram nas ruas.

Luciano: Nas publicações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome estão informações sobre os trabalhos feitos nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social, Creas. Daniela Almeida.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): O endereço dos moradores de rua é a calçada. Muitos deles perderam o contato com a família, outros pedem trocados em semáforos ou trabalham como vigias de carro em estacionamentos públicos. James Alfredo Mesquita sabe apenas que tem 58 anos, mas perdeu a conta do tempo em que vive nas ruas do Distrito Federal. Ele conta que não lembra nem da fisionomia das duas filhas. Sujo e debilitado, James não pode andar depois de cinco atropelamentos.

James Alfredo Mesquita: Passei fome, tenho que catar para sobreviver.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): Segundo Plínio Fernandes Labrichosa, chefe do Núcleo Especializado de Atendimento Social da Ceilândia, cidade do Distrito Federal, geralmente, os moradores de rua são ignorados, invisíveis à sociedade.

Chefe do Núcleo Especializado de Atendimento Social da Ceilândia - Plínio Fernandes Labrichosa: Nosso trabalho é justamente este, de sensibilização e de educação social, fazer com que a sociedade compreenda que ela pode conviver com pessoas diferentes, sem achar que é um criminoso, sem dar esmola, até contribuindo com o Estado para outras alternativas de moradia, de acompanhamento.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): A educadora social, Carla Cintia Silva Lourenço, percorre as ruas de Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, em busca de pessoas em situação de rua, dependentes do álcool, de drogas ou que se prostituem para comer. Carla Cintia fala sobre a necessidade de ações integradas para diminuir esse problema.

Educadora social - Carla Cintia Silva Lourenço: Tratar a dependência química, que envolve também um tratamento de saúde. Não é só um problema social, é um problema da saúde, da educação, do trabalho, da habitação.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): Para orientar o trabalho desenvolvido por gestores, técnicos e outros profissionais que atuam na área social, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome publicou três cartilhas que explicam o Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, o centro POP, Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, e o Creas, Centro de Referência Especializado de Assistência Social. A diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Telma Maranho, explica que o objetivo é preparar profissionais e cidadãos para ajudar pessoas em situação de rua, além de garantir a quem precisa respeito aos direitos sociais e o combate à pobreza.

Diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS - Telma Maranho: Nós tivemos uma pesquisa em 2007, 2008 que apontou que nós tínhamos 50 mil pessoas em situação de rua no Brasil. E, agora, a nossa meta é cadastrar todas essas pessoas, e até esse número a gente pode ter uma mudança nesse número. Então, todos os serviços nós estamos sensibilizando, e está sendo feito um trabalho de mobilização aí no Brasil para justamente cadastrar todas as pessoas em situação de rua no Brasil no Cadastro Único.

Repórter Daniela Almeida (Brasília-DF): As três cartilhas estão disponíveis no portal do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome: www.mds.gov.br. De Brasília, Daniela Almeida.

Kátia: Hoje, 21 de março, é comemorado o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

Luciano: Também hoje, Kátia, faz nove anos que o Brasil tem uma secretaria que trata exclusivamente desse assunto.

Kátia: Isso mesmo, Luciano, é a Seppir, Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. E para saber como andam as políticas públicas de combate ao preconceito racial, aqui, no Brasil, vamos ouvir a entrevista que o jornalista Flávio Figueiredo fez com a ministra Luiza Bairros.

Repórter Flávio Figueiredo: Ministra, qual a situação das políticas públicas pela igualdade social, hoje, no Brasil?

Ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial - Luiza Helena de Bairros: Nós fizemos, no último ano, ao longo de 2011, avanços muito importantes exatamente na direção de incorporar na agenda do governo os vários aspectos da questão racial. O documento que mostra bem isso é o Plano Plurianual, PPA, que vai ser utilizado nesse período de 2012 a 2015, como uma grande diretriz de planejamento do governo. Só para vocês terem uma ideia, o PPA tem 65 programas temáticos e, destes, 26 têm referência a iniciativas e a metas que dizem respeito à população negra no Brasil.

Repórter Flávio Figueiredo: Com relação ao Estatuto da Igualdade Racial, que foi aprovado em 2010, a senhora acha que ele já precisa de alguns ajustes?

Ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial - Luiza Helena de Bairros: O que nós estamos agora finalizando é exatamente um aprofundamento naquilo que o estatuto tem e o que ainda precisa ser posto em prática. Então, só para dar um exemplo, o estatuto prevê a instalação de um Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a exemplo do que nós temos em outras áreas da política pública, como a assistência social, como o meio ambiente. Através desse sistema, nós vamos ter uma melhor definição do papel da União, dos governos estaduais, dos governos municipais na implementação daquilo que o estatuto prevê nas várias áreas.

Repórter Flávio Figueiredo: Nós acabamos de ouvir a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Muito obrigado, ministra, pela entrevista.

Ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial - Luiza Helena de Bairros: Obrigada a vocês pela atenção.

Luciano: E a Secretaria Nacional de Segurança Pública vai liberar R$ 150 milhões para que estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul aumentem a segurança em suas fronteiras.

Kátia: Os 11 estados que fazem divisa com países da América do Sul devem apresento propostas ao governo federal explicando quais ações serão realizadas, quantas pessoas serão abordadas, a previsão de quantidade de apreensões de armas e drogas.

Luciano: A Portaria que autoriza o repasse foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

Kátia: As propostas devem ser apresentadas até o dia 23 de abril.

Luciano: O Banco Central divulgou hoje o relatório de estabilidade financeira referente ao segundo semestre de 2011.

Kátia: De acordo com o relatório, o sistema bancário brasileiro está sólido e preparado para situações de crise, além de cumprir acordos internacionais na área financeira.

Luciano: Ainda segundo o estudo, o crédito liberado pelos bancos teve como destaque os financiamentos imobiliários às famílias.

Kátia: Para consultar o relatório completo acesse: www.bcb.gov.br.

Luciano: Quinze mil e setecentos magistrados e servidores do Judiciário participaram hoje da abertura do curso para melhorar o atendimento a usuários e dependentes de drogas nos Juizados Especiais Criminais e nas Varas de Infância e Juventude de todo o país.

Kátia: A ação faz parte do programa “Crack, é Possível Vencer”, uma parceria entre a Corregedoria Nacional de Justiça, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, e a Universidade de São Paulo, a USP.

Luciano: O curso é feito à distância e transmitido pela internet nos endereços operadoresdodireito.senad.gov.br, e no blog.justica.gov.br.

Kátia: Você ouviu hoje na “Voz do Brasil”.

Luciano: Presidenta Dilma afirma que as empresas que exploram petróleo no Brasil têm que cumprir protocolos de segurança para evitar desastres ambientais.

Kátia: Manual vai ajudar o diagnóstico e tratamento de pessoas com Síndrome de Down.

Luciano: Próteses de silicone importadas e nacionais só vão poder ser vendidas no Brasil se tiverem a aprovação do Inmetro.

Kátia: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de jornalismo da EBC Serviços.

Luciano: Siga “A Voz do Brasil” no Twitter: twitter.com/avozdobrasil. Voltamos amanhã. Boa noite!

Kátia: Fique agora com o minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até amanhã.