23/06/2014 - A Voz do Brasil

Desde o dia 21 de junho, os berços vendidos no Brasil precisam ter selos de certificação do Inmetro. Os fabricantes e importadores de berços seguem as regras do instituto desde 2012, mas o comércio teve um prazo maior para vender o estoque. Mais de 2,1 mil moradias foram entregues hoje em Macapá (AP) como parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff anunciou o lançamento da terceira etapa do programa para o mês de julho. Termina amanhã o prazo para os estudantes pré-selecionados no Programa Universidade para Todos (ProUni) confirmarem as informações prestadas quando fizeram a inscrição nas instituições de ensino. Tudo isso você ouviu nesta segunda-feira em A Voz do Brasil!

23/06/2014 - A Voz do Brasil

Desde o dia 21 de junho, os berços vendidos no Brasil precisam ter selos de certificação do Inmetro. Os fabricantes e importadores de berços seguem as regras do instituto desde 2012, mas o comércio teve um prazo maior para vender o estoque. Mais de 2,1 mil moradias foram entregues hoje em Macapá (AP) como parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff anunciou o lançamento da terceira etapa do programa para o mês de julho. Termina amanhã o prazo para os estudantes pré-selecionados no Programa Universidade para Todos (ProUni) confirmarem as informações prestadas quando fizeram a inscrição nas instituições de ensino. Tudo isso você ouviu nesta segunda-feira em A Voz do Brasil!

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Duração:

Publicado em 09/12/2016 18:23

Apresentadora Kátia Sartório: A partir de agora, berços só podem ser vendidos com selo do Inmetro.

Apresentador Luciano Seixas: Mais de 2 mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida são entregues na capital do Amapá.

Kátia: Pré-selecionados do ProUni têm até amanhã para confirmar informações.

Luciano: Segunda-feira, 23 de junho de 2014.

Kátia: Está no ar a sua Voz.

Luciano: A nossa Voz.

Kátia: A Voz do Brasil.

Luciano: Boa noite! Aqui, no estúdio da Voz do Brasil, na EBC Serviços, eu, Luciano Seixas, e Kátia Sartório.

Kátia: Olá. Boa noite. Conheça os bastidores da Voz do Brasil do Poder Executivo. Estamos também ao vivo, em vídeo, pela internet.

Luciano: Acesse agora: www.ebcservicos.com.br/avozdobrasil.

Kátia: Quem tem filhos pequenos ganha mais um aliado para prevenir acidentes. Desde o último sábado, dia 21, apenas berços com selos de certificação do Inmetro podem ser vendidos nas lojas do país.

Luciano: Os fabricantes importadores de berços estavam desde 2012 seguindo os requisitos determinados pelo Inmetro, mas as lojas tiveram esse prazo maior, que terminou na semana passada, para vender o que restava nos estoques.

Kátia: O selo do Inmetro deve estar exposto no berço e também na embalagem do produto.

Luciano: A obrigatoriedade do selo passou por período de consulta pública, contando com a participação da sociedade e partes interessadas.

Kátia: Isso porque, no final de 2007, o Inmetro fez testes com os berços disponíveis no mercado brasileiro e, na época, todas as marcas apresentaram algum tipo de problema.

Luciano: Hoje, em Macapá, na capital do Amapá, a presidenta Dilma Rousseff entregou mais de 2 mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Kátia: E, lá, a presidenta anunciou que, entre o dia 1º e o dia 2 de julho, vai ser lançada a terceira etapa do programa que ajuda na compra de casas e apartamentos próprios para famílias com renda de até R$1600,00 e facilita as condições de acesso ao imóvel para famílias com renda de até R$ 5 mil.

Luciano: A repórter Carolina Becker esteve em Macapá e traz mais informações.

Repórter Carolina Becker: Valdinete Ferreira, de 45 anos, morava com os quatro filhos em uma área irregular e também de risco, em Macapá, capital do Amapá. Hoje ela realizou o sonho da casa própria, deixando para trás a preocupação com despejos e segurança.

Valdinete Ferreira: Eu, lá onde eu moro, eu moro assim... De noite eu durmo com medo de acontecer alguma coisa, porque não tem segurança. Então aqui eu quero dizer que eu vou dormir tranquila, com meus filhos, né?

Repórter Carolina Becker: As moradias têm dois quartos, sala, banheiro e cozinha. Os moradores vão pagar entre R$ 25,00 a R$ 80,00 por mês, durante dez anos. O benefício faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida. Nesta segunda-feira, em Macapá, mais de 2 mil famílias recebem as chaves da casa própria. O Residencial Macapaba vai ter Unidade Básica de Saúde, área de lazer e já tem em funcionamento uma unidade de policiamento comunitário, que vai funcionar 24 anos, como explica o cabo Arley, da Polícia Militar de Macapá.

Cabo Arley: Vai funcionar em turnos de 24 horas, com dois policiais, para serviços de polícia comunitária e mais um policial na Central de Monitoramento. Ela vai ser um policiamento exclusivo aqui no Conjunto Macapaba. O objetivo é dar assistência para esse conjunto habitacional, à população que habitar aqui.

Repórter Carolina Becker: As moradias do programa federal são equipadas com infraestrutura como pavimentação, redes de água tratada, esgoto, energia elétrica, iluminação e acesso ao transporte público. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o Minha Casa, Minha Vida já chegou a 3,75 milhões de casas contratadas. Em Macapá, até o fim do ano, serão beneficiadas 4366 famílias. Na oportunidade, a presidenta anunciou a terceira etapa do programa habitacional.

Presidenta Dilma Rousseff: Vou antecipar aqui que, entre o dia 1º e o dia 2, nós vamos lançar o Minha Casa, Minha Vida 3. Por isso, por isso, quem não teve ainda acesso à casa própria pode ficar tranquilo. Nós vamos lançar, nacionalmente, ou no dia 1, ou no dia 2, nós vamos lançar o Minha Casa, Minha Vida, e isso vai ser muito importante, porque as pessoas, repito, que não tiveram acesso à casa própria vão ter essa oportunidade, e isso é muito bom. Por isso, aqueles que já tiveram, paguem em dia as suas prestações, para que a gente possa beneficiar cada vez mais gente.

Repórter Carolina Becker: O investimento do governo federal para as moradias foi de R$ 234 milhões. Reportagem: Carolina Becker.

>> Café com a Presidenta.

Kátia: E o tema de hoje do programa semanal de rádio Café com a Presidenta foi o Saúde Não Tem Preço, que, desde a criação, em 2011, beneficiou cerca de 20 milhões de brasileiros e brasileiras, que passaram a ter acesso à medicação gratuita por meio da Rede Aqui Tem Farmácia Popular.

Luciano: A presidenta Dilma lembrou que o programa que oferece medicamentos para o tratamento de doenças como o diabetes, hipertensão e asma conta com mais de 31 mil unidades espalhadas pelo país.

Presidenta Dilma Rousseff: Todos nós sabemos que hipertensão, diabetes e asma são doenças crônicas; precisam de tratamento diário, contínuo, pelo resto da vida. A pessoa, então, tem de tomar remédios sem interrupção. Muita gente que precisava do remédio não tinha condição de comprá-lo, e aí comprava uma vez e interrompia o tratamento, e assim esse tratamento de nada adiantava. A partir do Saúde Não Tem Preço, o remédio é de graça, e as pessoas fazem o tratamento de acordo com a recomendação médica: na dose certa, na hora certa.

Kátia: O paciente em tratamento de diabetes, asma e hipertensão pode se dirigir a qualquer uma das farmácias populares e retirar o medicamento.

Luciano: Basta apresentar a receita médica, fornecida tanto por profissional da rede pública de saúde quanto particular, além do CPF e de um documento pessoal com foto.

Kátia: Termina amanhã o prazo para estudantes pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos, ProUni, confirmarem as informações prestados quando fizeram a inscrição nas instituições de ensino.

Luciano: Entre os documentos solicitados estão carteira de identidade e comprovantes de residência, de rendimento e de conclusão do Ensino Médio. Quando entrega a documentação, o candidato recebe um protocolo do ProUni.

Kátia: O resultado da segunda chamada sai no dia 4 de julho e a comprovação de informações tem de ser feita de 4 a 11 do próximo mês.

Luciano: Nos dias 21 e 22 de julho, os candidatos podem entrar na lista de espera, e, nos dias 29 e 30, terão de comprovar as informações.

Kátia: O ProUni oferece bolsas de estudos integrais e parciais de 50% da mensalidade em instituições particulares de educação superior.

Luciano: Mais informações em prounialuno.mec.gov.br.

>> “A Voz na Copa”.

Kátia: E o Brasil venceu a seleção de Camarões por quatro a um, e, hoje, Luciano, o clima de jogo entre Brasil e Camarões tomou conta da capital federal desde cedo.

Luciano: Isso mesmo, Kátia. Milhares de torcedores foram ao Mané Garrincha para o terceiro e último jogo da seleção na primeira fase da Copa do Mundo.

Kátia: E quem traz agora informações ao vivo, direto da torre de TV, pertinho do estádio, onde os torcedores começam a se deslocar, retornando do jogo, é a repórter Ana Gabriella Sales. Boa noite, Ana Gabriella, muita alegria por aí?

Repórter Ana Gabriella Sales: Boa noite, Kátia. Com certeza, ainda mais depois dessa goleada contra Camarões. Os quase 70 mil torcedores que lotaram o estádio Mané Garrincha começam agora a deixar a arena, bem satisfeitos. A gente vê por aqui uma multidão verde e amarela, caminhando tranquilamente, na saída do estádio. São muitas famílias, gente de todas as idades, e uma banda da cidade até anima a festa aqui na torre de TV. No término do jogo, a gente pôde observar que os torcedores tiveram uma verdadeira explosão de euforia, pulando, cancelo cantando e vibrando muito aqui nas barraquinhas da torre de TV também. E vale lembrar que esse resultado coloca o Brasil na liderança do grupo A. E, Kátia, o primeiro jogo da seleção nas oitavas de final já tem data marcada. Vai ser no próximo sábado, dia 28, à uma da tarde, contra o Chile, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Agora é continuar na torcida, Kátia.

Repórter Ana Gabriella Sales: Obrigada, Ana Gabriella Sales pela participação ao vivo, na Voz do Brasil.

Luciano: E o investimento em segurança pública é um dos legados da Copa do Mundo no Brasil. Foram mais de R$ 1,9 bilhão.

Kátia: Trabalho feito com policiamento nas ruas e também com muita tecnologia. Só aqui em Brasília, onde o Brasil jogou hoje com a seleção de Camarões, são mais de 700 câmeras dentro e fora do Estádio Mané Garrincha.

Repórter Paulo La Salvia: Alegria. Entusiasmo de torcedores para o jogo contra Camarões, no Estádio Nacional Mané Garrincha; a centésima partida da seleção brasileira em Copas do Mundo. E, para garantir a paz e tranquilidade, o esquema de segurança teve quase 3500 homens e muita tecnologia. No Centro de Comando e Controle da capital federal, representantes de 43 instituições públicas fazem plantão e intensificam o trabalho nas seis horas antes do jogo e nas duas horas depois do fim da partida. No Brasil, são 12 centros regionais em todas as cidades do Mundial, além de um nacional, também em Brasília. A palavra de ordem é integrar o trabalho e compartilhar as imagens. Ao todo, são mais de 700 câmeras dentro e fora do Mané Garrincha, o que permite uma resposta rápida para qualquer eventualidade. É o que explica o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Paulo Roberto Batista de Oliveira.

Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal - Paulo Roberto Batista de Oliveira: Nós envolvemos todas as agências, não só do Distrito Federal como do governo federal, para que a gente possa ter uma rápida resposta, caso ocorra algum incidente, e, ao mesmo tempo, nós acompanhamos, por meio das câmeras, são 307 câmeras na cidade, mais 400 no estádio... Qualquer alteração, é rapidamente acionada as forças de segurança que estão no terreno para verificar o que está ocorrendo.

Repórter Paulo La Salvia: Para o torcedor catarinense, João Amadeu Russi, que foi na Copa de 2010 na África do Sul, a segurança aqui no Brasil segue o que há de melhor no mundo.

Torcedor catarinense - João Amadeu Russi: Eu estou vendo bastante segurança. Bem tranquilo. Tudo muito bem organizado. O Brasil está de parabéns com a organização da Copa do Mundo.

Repórter Paulo La Salvia: Para o diretor de Projetos Especiais da Secretaria Extraordinária para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, William Murad, a segurança vai ficar como legado para a população depois da Copa.

Diretor de Projetos Especiais da Secretaria Extraordinária para Grandes Eventos do Ministério da Justiça - William Murad: Sem dúvida alguma, a integração é o maior legado de segurança da Copa do Mundo. Merece destaque aqui principalmente no Distrito Federal e, na verdade, em todo o país, a forma como as instituições de segurança estão atuando de maneira conjunta, respeitadas as atribuições legais de cada uma.

Repórter Paulo La Salvia: O investimento do governo federal em segurança na Copa do Mundo foi de R$ 1,9 bilhão. De Brasília, Paulo La Salvia, na Copa das Copas.

Luciano: E entre as mais de 69 mil pessoas que foram hoje ao Estádio Nacional Mané Garrincha, assistir Brasil e Camarões, estavam 24 estudantes de escolas públicas do Distrito Federal que receberam ingressos gratuitos da Fifa.

Kátia: Eles estudam, Luciano, em uma escola aqui de Brasília, que faz parte do Programa Mais Educação.

Luciano: Nas instituições que participam do programa, Kátia, os alunos ficam na escola por até sete horas por dia e têm, além das disciplinas do currículo, acompanhamento pedagógico, esporte e lazer, entre outras atividades.

Kátia: E, em todo o país, mais de 49 mil escolas participam do Mais Educação.

Repórter Leandro Alarcon: Alunos e alunas de uma escola pública do Distrito Federal ganharam ingresso para assistir o jogo entre Brasil e Camarões no Estádio Nacional de Brasília. Em todo o país, a Fifa distribuiu 48 mil ingressos para as escolas que fazem parte do Programa Mais Educação do governo federal. Na Escola-Classe 407 Norte, em Brasília, foram sorteados 24 alunos, que puderam ser acompanhados por um responsável no estádio. Para todos eles, o sentimento é o mesmo.

Entrevistado: Muita emoção.

Entrevistado: Ah, foi muito bom, fiquei muito feliz.

Entrevistada: Uma oportunidade única para eles, porque são alunos de baixa renda, que jamais teriam condição de comprar um ingresso para assistir a um jogo do Brasil.

Repórter Leandro Alarcon: Abraão Silva e Gustavo Figueiredo, de nove anos, foram alguns dos estudantes sorteados. Eles contam que mal conseguiram dormir, à espera do grande dia.

Repórter Leandro Alarcon: Que horas que você foi dormir essa noite?

Abraão Silva: Cinco horas da manhã.

Repórter Leandro Alarcon: E não está com sono agora, não?

Abraão Silva: Não, é só grudar o olhinho que você consegue.

Repórter Leandro Alarcon: E você, Gustavo, que horas que você foi dormir?

Gustavo Figueiredo: Fui dormir três horas da manhã.

Repórter Leandro Alarcon: Você acha que não vai bater um sono lá na hora do jogo, não?

Gustavo Figueiredo: Nunca.

Repórter Leandro Alarcon: Assim que chegou na porta do estádio, Abraão ficou tão emocionado que mal conseguiu falar. O que você está sentindo agora?

Abraão Silva: Sei lá. Alegria.

Repórter Leandro Alarcon: Está muito alegre?

Abraão Silva: Ah-hã.

Repórter Leandro Alarcon: Por quê?

Abraão Silva: Chegar perto do estádio.

Repórter Leandro Alarcon: Já o Gustavo não conseguiu esconder a emoção.

Gustavo Figueiredo: É a primeira vez que eu estou indo no estádio, assistir um jogo do Brasil, na Copa do Mundo.

Repórter Leandro Alarcon: A mãe de Gustavo, a professora Lídia Abadia, conta que esse foi um grande presente que o filho ganhou.

Professora - Lídia Abadia: Ele está ansioso porque ele é apaixonado por futebol e foi um grande presente.

Repórter Leandro Alarcon: Além dos 48 mil ingressos distribuídos para as escolas participantes do Programa Mais Educação, outros 2 mil ingressos foram entregues para comunidades indígenas. Ao todo, 901 escolas foram contempladas com entradas para todos os jogos da Copa do Mundo. De Brasília, Leandro Alarcon, na Copa das Copas.

Luciano: E, para chegar até a partida no Estádio Mané Garrincha, muitos torcedores optaram pelo transporte público.

Repórter Carolina Rocha: O metrô de Brasília funcionou em operação especial, nas quatro horas que antecederam o jogo do Brasil contra Camarões. Foram 24 trens levando torcedores até a estação mais próxima ao estádio e também para a Fan Fest, que, no Distrito Federal, ficou instalada em Taguatinga, a cerca de 20 quilômetros de Brasília. Os irmãos Isabela e Rafael Brasil de Oliveira planejaram todos os detalhes para chegar com tranquilidade ao estádio nacional. Eles moram em Águas Claras, a quase 20 quilômetros do centro da capital. Isabela conta que o metrô foi a melhor opção de transporte.

Torcedora – Isabela Brasil de Oliveira: A gente mora aqui perto da estação mesmo e a mobilidade lá é muito fácil, a gente ir além, da gente ter medo de pegar muito trânsito e aí também tem o fato da gente... Vai tomar uma cervejinha lá no estádio, né?

Repórter Carolina Rocha: Rafael Brasil de Oliveira conta que aproveitou a animação dos outros passageiros do metrô para chegar ao estádio já no clima da torcida.

Torcedor – Rafael Brasil de Oliveira: Acho que vai ter muita gente para a gente ir contando e torcendo, já no clima do futebol; só na concentração.

Repórter Carolina Rocha: A linha do metrô de Brasília deixa os torcedores a dois quilômetros do Estádio Nacional Mané Garrincha. A distância pode ser percorrida a pé ou com ônibus especiais gratuitos. O metrô de Brasília está entre os últimos investimentos anunciados pelo Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. Serão mais de R$ 1,5 bilhão para aquisição de novos trens, estudos para a ampliação da linha, além de outras obras de mobilidade urbana para o Distrito Federal. De Brasília, Carolina Rocha, na Copa das Copas.

Kátia: E, hoje, no jogo do Brasil com Camarões, teve programação especial no Centro POP de Brasília, que é o Centro de Referencia Especializado para a População em Situação de Rua.

Luciano: Os Centros POP funcionam em todo o país e oferecem chuveiros para banho, banheiros masculinos e femininos, lavanderia, refeitório, cozinha, espaço de convivência, além de armários.

Repórter Priscila Machado: A tarde foi diferente no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, em Brasília, nesta segunda-feira. Os atendidos se reuniram na torcida pelo Brasil. Mas Jailson de Oliveira, de 35 anos, mesmo no horário do jogo, não parou de estudar. Desde que conheceu o Centro POP, ele retomou os estudos e se prepara agora para fazer o Enem, o Exame Nacional de Ensino Médio, em novembro.

Membro do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, de Brasília – Jailson de Oliveira: Estou pegando forte nos estudos porque eu quero mudar de vida, quero reconstituir tudo o que tinha - casa, móveis, um lar. Ter algum lugar para descansar, botar a cabeça no travesseiro, reconstruir minha vida digna.

Repórter Priscila Machado: Os Centros POP são locais que oferecem atendimento a quem vive na rua. Servem de apoio para atividades do cotidiano, como o local de lavanderia e banheiros, além do encaminhamento para serviços de assistência social. Em todo o país, existem 148 centros como este, que atendem mais de 21 mil pessoas em situação de rua. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome é responsável pelo repasse de recursos para a criação dos centros, que já estão efetivamente implantados em 131 municípios. Nesta segunda-feira, durante coletiva no Centro Aberto de Mídia, no Rio de Janeiro, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, falou sobre a importância dos Centros POP para a inclusão da população de rua.

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - Tereza Campello: Esses equipamentos têm tido um sucesso muito grande nesta fase de aproximação, que é uma população que, muitas vezes, foi tão mal-tratada e tão excluída que sequer se reconhece como um cidadão de direitos. Então, nós estamos nesse processo de aproximação, através do Centro POP, para que eles passem também a frequentar um outro ambiente. Aceite ir para um abrigo, aceite ter acesso a outros tipos de oportunidades.

Repórter Priscila Machado: Para 2014 vão ser investidos R$ 59 milhões na criação de Centros de Referência Especializado para População em Situação de Rua. A previsão é que o número chegue a 304 unidades em todo o país, com capacidade para atender mais de 30 mil pessoas. Reportagem: Priscila Machado.

Kátia: E quem anda nas cidades-sede da Copa do Mundo identifica logo quem pode ajudar turistas com informações.

Luciano: De colete verde, mais de 7 mil voluntários trabalham durante a Copa, em todo o país.

Repórter Leonardo Meira: “Como chegar na Arena Corinthians?”; “Onde fica o metrô mais próximo?”. Essas são apenas algumas dúvidas de Paola Córdoba. A turista do Equador buscou ajuda de uma voluntária em busca da solução.

Turista – Paola Córdoba: Acho que o serviço é muito bom. As pessoas são muito amáveis com nós, e nós podemos chegar aos lugares com muita facilidade.

Repórter Leonardo Meira: Quem esclareceu as dúvidas foi a voluntária Maria Regina Cassimiro Penteado. A iniciativa é do governo federal, por meio do Ministério do Esporte. Os voluntários ajudam em diversas áreas durante o Mundial, na região do entorno dos estádios, aeroportos, Centro Aberto de Mídia e também na Fan Fest, espaços organizados pela Fifa, que reúnem torcedores para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Regina atua na Fan Fest no Vale do Anhangabaú, no cento de São Paulo, e conta que a remuneração do trabalho chega de outro jeito.

Voluntária - Regina Cassimiro Penteado: É a alegria de estar participando, de estar dentro do evento e participando, contribuindo. Eu gosto de ajudar as pessoas. Já trabalho voluntariamente com crianças carentes. Então, é a parte que eu posso contribuir hoje com o Brasil, mostrar a alegria que nós temos.

Repórter Leonardo Meira: Os voluntários tiveram mais de 100 horas de treinamento, incluindo história do futebol, turismo e primeiros-socorros. Podem ser facilmente identificados pelo crachá e também pelo uniforme verde que utilizam. Mais informações na internet, em www.brasilvoluntario.gov.br. De São Paulo, Leonardo Meira, na Copa das Copas.

Kátia: E ainda sobre voluntários, quem foi ao jogo entre Brasil e Camarões, aqui em Brasília, teve o auxílio de equipes do Brasil Voluntário nos principais pontos de concentração de visitantes e moradores.

Repórter Daniela Almeida: Uniformizados da cabeça aos pés. Na calça, casaco e camiseta pode se ler, em grandes letras, “voluntário”. O objetivo é que, no meio da multidão, eles sejam facilmente identificados por turistas, que chegam às cidades-sede da Copa do Mundo e precisam de informações. A coordenadora de uma das equipes de voluntários de Brasília, Rochelle Oliveira, explica como é desenvolvido o trabalho.

Coordenadora de uma das equipes de voluntários de Brasília do Programa Brasil Voluntário - Rochelle Oliveira: Eles não têm remuneração; eles trabalham quatro horas por dia, de acordo com a escala que eles montaram no sistema que foi feito, eles recebem uniforme, alimentação e transporte.

Repórter Daniela Almeida: A estudante universitária Jessica Bahia, de 22 anos, moradora de Goiânia, se deslocou até Brasília para ser voluntária do evento. Fluente em inglês e com um bom nível de conversação também em mandarim, espanhol e francês, Jéssica já tem vários casos para contar, desde que começou a atender no aeroporto internacional de Brasília.

Estudante universitária - Jessica Bahia: Teve um colombiano que eu fiquei com ele algumas horas, procurando uma passagem para Salvador, porque não tinha passagem para Salvador. Tiveram alguns casos de colombianas também que queriam, assim, me dar uma gorjeta pelo trabalho, e eu falava assim: “Não. É tudo de coração mesmo. Vocês não precisam pagar”. Eles insistiram, até convidaram para eu ficar na casa deles, caso eu fosse na Colômbia. Mas, assim, eles queriam mesmo dar um dinheiro, mas a gente não aceita.

Repórter Daniela Almeida: Desde o início do Mundial, os voluntários trabalham em locais de grande circulação de pessoas, como aeroportos, espaços Fan Fest e próximo às arenas, e eles formam um verdadeiro time. Em todo o país, são mais de 7 mil, distribuídos nas 12 capitais da Copa. Gente como a professora de inglês Regilene Santos, que participa da iniciativa, atuando dentro do Parque da Cidade de Brasília.

Professora de inglês - Regilene Santos: O voluntário é que agradece a oportunidade de poder contribuir com o país, com a cidade. Nós gostamos muito, amamos essa cidade e queremos mostrar que nós somos um povo educado e que nós temos muito a oferecer para todo mundo.

Repórter Daniela Almeida: Vindo de São Paulo para assistir ao jogo entre as seleções do Brasil e Camarões, o gerente-administrativo Bruno Mantonari aprovou o atendimento voluntário que recebeu ao desembarcar, nesta segunda-feira, em Brasília.

Gerente-Administrativo - Bruno Mantonari: São informações que, tanto para o turista que está chegando de fora como o daqui do país mesmo, facilita muito para poder conhecer mais a cidade.

Repórter Daniela Almeida: Para saber onde ficam as chamadas Centrais do Voluntário em cada uma das cidades-sede do Mundial, acesse o site: www.brasilvoluntario.gov.br. de Brasília, Daniela Almeida, na Copa das Copas.

Luciano: E a pontualidade média dos aeroportos brasileiros, no final da primeira semana de Copa, foi melhor que o padrão internacional. O índice médio de atraso de voos foi de 8,36%, quase idêntico ao dos países da União Europeia, no ano passado, que foi de 8,4%.

Kátia: O padrão internacional considera satisfatórios os índices de até 15% de atrasos de até meia hora.

Luciano: Na primeira semana da Copa, 3,7 milhões de pessoas passaram pelos 20 aeroportos, que atendem 90% do movimento no país.

Kátia: Você ouviu hoje, na Voz do Brasil.

Luciano: A partir de agora, berços só podem ser vendidos com selo do Inmetro.

Kátia: Mais de 2 mil unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida são entregues na capital do Amapá.

Luciano: Pré-selecionados no ProUni têm até amanhã para confirmar informações.

Kátia: Esse foi o noticiário do Poder Executivo, uma produção da equipe de Jornalismo da EBC Serviços.

Luciano: Quer saber mais sobre os serviços e informações do governo federal? Acesse: www.brasil.gov.br. Boa noite.

Kátia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite a todos e até amanhã.