10/05/2012 - Ministro da Pesca, Marcelo Crivella fala sobre programa médico e odontológico para pescadores

O Bom Dia Ministro entrevistou o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Marcelo Crivella. No programa, o ministro falou sobre o aumento da produção de pescado nacional, o lançamento do programa de atendimento médico e odontológico para os pescadores artesanais e a inclusão de pescado na merenda escolar.

10/05/2012 - Ministro da Pesca, Marcelo Crivella fala sobre programa médico e odontológico para pescadores

O Bom Dia Ministro entrevistou o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Marcelo Crivella. No programa, o ministro falou sobre o aumento da produção de pescado nacional, o lançamento do programa de atendimento médico e odontológico para os pescadores artesanais e a inclusão de pescado na merenda escolar.

10-05-12-bom-dia-ministro-marcelo-crivella-pesca.mp3

Duração:

Publicado em 12/12/2016 18:20

APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Olá, amigos em todo o Brasil. Eu sou Kátia Sartório e começa agora mais uma edição do programa Bom Dia, Ministro. O programa tem a coordenação e a produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços. Hoje, aqui no estúdio da EBC Serviços, o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. Bom dia, Ministro. Seja bem-vindo. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia, Kátia. É um prazer enorme estar com você aqui. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Na pauta do programa de hoje, o programa médico e odontológico para pescadores artesanais e, também, medidas para o incremento do setor de pesca no Brasil. O Ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura, já está aqui, no estúdio, pronto para conversar com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, neste programa que é multimídia; estamos ao vivo no rádio e na televisão. Ministro, já está na linha a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde está Luiz Augusto Gollo. Bom dia, Gollo. REPÓRTER LUIZ AUGUSTO GOLLO (Rádio Nacional AM / Rio de Janeiro - RJ): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro Marcelo Crivella. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia. REPÓRTER LUIZ AUGUSTO GOLLO (Rádio Nacional AM / Rio de Janeiro - RJ): Eu gostaria de começar a nossa entrevista hoje falando sobre a proposta de aumentar o consumo do peixe na merenda escolar. O Brasil, apesar de todos esses recursos, todo esse manancial que ele tem, ele tem um consumo ainda muito reduzido de peixe por habitante; é coisa de dez quilos/ano, por aí. Eu gostaria de saber qual o impacto que o Ministério espera com essa providência. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Gollo, muito bom dia. É um prazer enorme estar falando com você e com os meus conterrâneos aí do Rio de Janeiro, ouvintes da Rádio Nacional. Sem dúvida... O brasileiro consome dez quilos de peixe, é o nosso consumo per capita por ano, mas é baixo, porque a Organização Mundial de Saúde, ela, vamos dizer assim, prescreve ou recomenda que a gente tenha uma ingestão de, pelo menos, 12 quilos por ano. A média mundial são 16 quilos. Países como o Japão tem uma média per capita de 30 quilos, um consumo per capita de 30 quilos. De tal maneira que nós estamos, como você disse, diante de um grande manancial e, ainda assim, consumindo pouco. O Ministério tem um programa de pesquisa, junto as 5.564 prefeituras do Brasil, no sentido de verificar quais são as escolas que estão adotando o pescado na merenda escolar. A verdade é que a gente precisa, Gollo, desenvolver esse hábito nas crianças, e se elas não adquirem esse hábito em casa, a ideia nossa é que elas possam adquirir o hábito nas escolas. A gente sabe que quando a criança aprende a gostar do peixe, ela vai pela vida inteira consumindo. Agora, é bom lembrar aqui para todos os nossos ouvintes de que é a proteína mais nobre que nós podemos ingerir. A cada 100 gramas de peixe, nós temos quase 30 gramas de proteína. Além disso, pouca gordura e muito Ômega 3. O Brasil precisa aumentar a sua produção de pescado, mas também, paralelamente, precisa aumentar o hábito de consumo de peixe. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Luiz Augusto Gollo, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, você tem outra pergunta? REPÓRTER LUIZ AUGUSTO GOLLO (Rádio Nacional AM / Rio de Janeiro - RJ): É, eu gostaria de estender um pouco essa questão. Esse detalhe que o Ministro falou do valor nutritivo do pescado na alimentação de qualquer pessoa, ainda mais em criança, que está na formação ainda do seu organismo, é muito importante. Isso não poderia envolver uma política de governo mais ampla do que apenas o Ministério da Pesca e da Aquicultura, ser uma coisa mais que envolva o Ministério da Educação, outros ministérios, enfim, que seja uma política oficial federal mais efetiva, Ministro? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Sem dúvida, Gollo. Eu, agora mesmo, estou em contato com o Ministério da Educação no sentido de que eles possam nos ajudar na... Quer dizer, levando para as crianças, através dos livros, a importância de se consumir pescado. E, também, estamos em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social no sentido de que o combate à fome incorpore também, na sua dieta, o pescado. São uma série de ações. Elas começam ou passam também pela mídia, por nós aqui, nesse programa, conversando, comentando, e as pessoas que nos ouvem lembrando de incluir no cardápio da sua família, dos seus filhos, sobretudo das crianças, idosos também, é muito importante que comam peixe, mas as crianças, esse hábito dura pela vida inteira e é um patrimônio, que eu diria, ela leva, nutricional, educacional. Mas eu concordo com você, é uma ação de governo e precisa envolver a todos. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Eu sou Kátia Sartório e estamos hoje com o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. Ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Lembrando as emissoras que o sinal dessa entrevista está no satélite, no mesmo canal de A Voz do Brasil. Ministro, vamos agora a Florianópolis, Santa Catarina, conversar com a Rádio Udesc FM, de Santa Catarina, onde está Salvador dos Santos. Bom dia, Salvador. REPÓRTER SALVADOR DOS SANTOS (Rádio Udesc FM / Florianópolis - SC): Bom dia, Sartório. Bom dia, Ministro. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia, Salvador. REPÓRTER SALVADOR DOS SANTOS (Rádio Udesc FM / Florianópolis - SC): Ministro, eu havia até pensado num questionamento parecido com o que o colega do Rio de Janeiro observou nessa questão dele, que eu ia lhe perguntar o seguinte: por que é que ainda há muita gente passando fome na praia, no Brasil, apesar da nossa imensa costa, não é? Mas como o senhor já praticamente respondeu a essa pergunta, eu deixo, então, só para o senhor complementar. E queria, então, perguntar o seguinte: a Udesc, a Universidade do Estado de Santa Catarina, implantou, há três anos, um curso de engenharia de pesca na cidade de Laguna, no sul do estado. E tem sido um sucesso. Não seria uma das grandes alternativas, que as universidades passassem também a adotar cursos dessa qualidade superior, como é o caso da Udesc, para que, através dessa nova engenharia, não é, ou a disseminação dessa engenharia, a cultura do consumo do peixe nas mais diversas modalidades seja adotada pelos brasileiros? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Salvador, eu acho que sim. Eu acho que nós precisamos ter mais engenheiros de pescas. Eu, quando fui nomeado Ministro, liguei para o Crea e perguntei a eles quantos engenheiros de pesca nós tínhamos inscrito no Conselho. Ao todo, engenheiros eletricistas, civis e mecânicos são 800 mil, mas engenheiros de pesca, eles me informaram que, registrados no Conselho, pagando anuidade, haviam apenas 1.800. Um pouco mais de 1.800. É um número muito pequeno diante do grande potencial que nós temos para a produção de pescado nas águas continentais, da aquicultura e, também, na pesca de captura no imenso oceano, imenso, vamos dizer assim, na costa imensa que nós temos no nosso país. São uma dezena de universidades, um pouco mais que isso, que fazem, que oferecem curso de engenharia de pesca. Eu fui verificar o currículo e é muito interessante, porque eles têm não só toda a parte básica da engenharia, do cálculo, da resistência dos materiais, que é comum à mecânica, à engenharia civil, eletricista, elétrica, eletrônica, etc., mas eles têm, também, todas as cadeiras, todas as matérias específicas da biologia; tratam de oceanos, de marés e tratam também da questão dos barcos, dos apetrechos e das novas formas de se pescar. O fato é que nós no Brasil ainda temos uma frota muito antiga e nossas empresas lutam para crescer. Nós não temos ainda grandes empresas no Brasil. Devíamos ter, devíamos apoiá-las como outros países fazem. Há um tempo atrás, Salvador, se dizia no nosso país que o governo tinha que ser pequeno, tínhamos que viver um estado mínimo e que as empresas iriam cuidar, vamos dizer assim, do projeto de desenvolvimento nacional. Era a fórmula do neoliberalismo. Essa fórmula foi superada. E superada, sobretudo, com o exemplo da China. A China é, hoje, a segunda economia do mundo porque quando eles têm um recurso natural, uma vocação, eles promovem isso. Quer dizer, o governo diminui a tributação, paga a pesquisa, o governo usa o seu poder estratégico de compra para incentivar aquele setor e faz com que aquela empresa se torne uma campeã. Ela passa a ser grande, ela passa a ter escala. E tendo escala, ela tem bom preço, é imbatível no seu território e passa a disputar mercado no mundo. Nós precisamos fazer isso com a nossa pesca. Aí nós teremos muito mais engenheiros, muito mais universidades, cursos de mestrado, de doutorado. Nós poderemos ser campeões na pesca como somos hoje na carne de boi, na soja. Ninguém nos bate. Nós conseguimos alcançar os mercados mais longínquos com preços competitivos. Somos também na celulose, na proteína branca, na carne do frango e do porco. Nós somos campeões no minério de ferro e somos campeões, também, na extração de óleo e gás das águas profundas. Precisamos ser campeões no peixe. E, para isso, vamos precisar de mais engenheiros. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Salvador dos Santos, da Rádio Udesc FM, de Santa Catarina, você tem alguma outra pergunta? REPÓRTER SALVADOR DOS SANTOS (Rádio Udesc FM / Florianópolis - SC): Eu gostaria, se possível, que o Ministro respondesse se a nossa costa, a nossa... o nosso mar, ele... Qual é a capacidade para esse crescimento? Até que ponto nós teríamos capacidade para concorrer, em termos de quantitativo, na pesca com países igual a China, por exemplo, que foi citado pelo Ministro? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Salvador, os cientistas dizem, e são unânimes nisso, de que os continentes possuem muita quantidade de peixe no lado esquerdo. No caso das Américas, isso vai do Alasca, passando por Canadá, pela Califórnia, desce pelo México e vem aqui para o lado esquerdo do nosso continente, sobretudo Peru, Chile, que são grandes produtores de peixe. Do lado direito, nós temos diversidade, muitas qualidades de peixes, mas temos pouca quantidade. Isso é o que eles dizem. E... No continente africano é a mesma coisa; na Índia, na Ásia é a mesma coisa. Portanto, a nossa maior capacidade para crescer seria nas águas continentais. Nós temos 13,5% das águas doces do planeta superficiais, bacias hidrográficas imensas, e temos, também- é bom lembrar, como patrimônio dos nossos antepassados e também da nossa conquista da nossa geração -, centenas de reservatórios, centenas de hidrelétricas. Os números que vi são de cerca de 5,5 milhões de hectares de superfície de água só nas nossas hidrelétricas. Se contarmos as águas privadas das propriedades, dos sítios, das fazendas, das pessoas, e mais os rios, passa de 10 milhões de hectares. Ora, se nós usarmos essas águas para produzir, com sustentabilidade, pescado, nós poderemos, segundo a FAO, ter uma produção de 20 milhões de toneladas por ano. Hoje, passamos um pouquinho de 1 milhão; 1,4 milhão. A China passa de 20 milhões, ela chega a 30. Então, nós podemos ser segundos no mundo, só com as águas internas. Agora, o nosso mar pode ter fazendas marinhas, como é o caso dessa produção da China, que é feita com maricultura, com gaiolas, com tanques, colocados no mar que eles têm, que também não tem muito peixe, mas é feito há mais de mil anos o cultivo dos peixes. Então, o nosso futuro é brilhante. Quer dizer, nós temos um potencial imenso. Os técnicos do BNDES chegam a dizer que a indústria da pesca no Brasil tem o potencial de ser um pré-sal e até com mais longevidade, porque o pré-sal, você sabe, tanto o gás como o óleo, um dia, vão acabar. O nosso pescado não. Com sustentabilidade, pode produzir para os nossos vindouros, para os nossos pósteros, até os nossos tata-tata-tataranetos. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. O nosso convidado de hoje, o Ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura. Ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Ministro, vamos agora a Belo Horizonte, Minas Gerais, conversar com a Rádio Sete Colinas AM, de Uberaba, Minas Gerais. Elvia Moraes, bom dia. REPÓRTER ELVIA MORAES (Rádio Sete Colinas AM / Uberaba - MG): Bom dia, Kátia Sartório. Bom dia, Ministro. É um prazer participar do programa. Ministro, eu gostaria de saber o que o governo federal tem feito para incentivar e possibilitar a inclusão de pescados na merenda escolar. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Olha, Elvia, nós estávamos comentando agora há pouco de que estamos fazendo uma pesquisa em todas as escolas, via internet, em todas as 5.565 prefeituras do Brasil, no sentido de obter dados dos secretários municipais de Educação sobre a quantidade de peixe, a frequência e os problemas que eles enfrentam para implementar o pescado na merenda escolar. A gente quer saber, por exemplo, se as escolas não têm frigorífico, ou se as professoras, as merendeiras, não sabem preparar o pescado, ou se tem dificuldade de ter peixe fresco naquela cidade. O fato é que são... Pela última pesquisa que fizemos, são muito poucas prefeituras, são menos de mil prefeituras, 1.500 prefeituras, que adotam como padrão alimentício o pescado, pelo menos uma vez por semana. Isso é uma pena. É uma pena porque as crianças, nessa fase do desenvolvimento, precisam comer essa proteína, que é das mais nobres. E nós, no Brasil, pecamos duas vezes, porque temos um recurso natural em abundância, um manancial, um cardume enorme para que essas crianças possam, vamos dizer assim, aproveitar. Há pouco, também, dissemos que há uma ação de governo. Passa pelo Ministério da Educação incluir o valor nutritivo do pescado nos livros, passa também pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que tem o programa de combate à fome e que alcança muitas crianças, não é? Eu também estou muito preocupado com isso. Os meninos no Japão, os meninos nos países que estão em primeiro... Os Estados Unidos, por exemplo, e países da Europa, o consumo de peixe per capita desses países, dessas crianças, é muito superior ao dos brasileiros. Eles saem na frente, porque, ingerindo um alimento nobre como esse na infância, na época da formação da sua intelectualidade, quer dizer, no momento em que ele mais precisa de bons elementos, nós acabamos tendo crianças se alimentando o tempo todo de salgadinho, de bala, de sorvete, de pipoca, de algodão doce, que são coisas próprias da infância, mas que não podem ocupar o espaço do peixe, do legume e da verdura. Há pouco, nós vimos, também, que crianças de escolas até em cidades, eu diria, desenvolvidas, como São Paulo e Rio de Janeiro, elas, quando apresentadas ao nabo, a uma vagem, a um chuchu, a uma batata, elas não sabiam o que eram, mas, quando apresentadas a um saquinho de salgadinho, a uma bala, a um pote de Toddynho, por exemplo, elas sabiam identificar perfeitamente, porque o hábito alimentar delas era muito ligado a esse consumo industrializado de alimentos com muito açúcar, com muita gordura e que fazem mal. É uma preocupação. Eu até me estendo um pouquinho nessa resposta porque eu acho que deve ser uma das maiores preocupações de todas as pessoas envolvidas no governo, o pessoal da mídia, as professoras nas escolas, nas igrejas também, nós criarmos bons hábitos nas nossas crianças. E o melhor hábito que tem é que ela, na infância, aprenda a gostar do pescado. É na infância que a gente adquire os hábitos permanentes da nossa vida. Se elas aprenderem a gostar do pescado na infância, com certeza, vão, pelo resto da vida, cultivar esse hábito. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Elvia Moraes, da Rádio Sete Colinas, de Uberaba, você tem outra pergunta? REPÓRTER ELVIA MORAES (Rádio Sete Colinas AM / Uberaba - MG): Sim, Kátia. Eu gostaria de abordar ao Ministro a questão do plano de controle sanitário para a comercialização de pescados. O que o governo federal está propondo, Ministro? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Elvia, nós fizemos ontem, lá no nosso Ministério, anteontem, um programa... O lançamento de um programa extraordinário. Nós estamos com uma rede de laboratórios. Nos próximos cinco anos, vamos investir 55 milhões. Já investimos 10 milhões na formação dessa rede e também do programa de controle sanitário e higiênico dos moluscos bivalves - para quem está ouvindo em casa, moluscos bivalves são as ostras, os mariscos e os semelhantes -, para, exatamente, termos laboratórios equipados com os melhores equipamentos do mundo e podermos diagnosticar as doenças, tanto do peixe como dos moluscos. Isso vai dar uma garantia, porque estamos num plano amostral e com os nossos cientistas em rede controlando a nossa produção. Quer dizer, exemplares desses animais, que são pescados na nossa costa e produzidos também na aquicultura, são levadas aos laboratórios para exame, e, assim que se detecta qualquer tipo de doença, é imediatamente avisado ao produtor, que aí não faz a despesca ou toma as providências necessárias. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Até gripe, não é, Ministro, pode ser passada por um molusco? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Pode. São vírus. Vírus podem ser passados por esses moluscos. Agora, é importante também frisar, Kátia, que o mesmo padrão de qualidade que nos impomos, vamos impor também aos exportadores, àqueles que estão mandando pescado para nós. O Brasil importa, hoje, US$1 bilhão de pescado. Esse programa e essa rede de laboratórios, que inclui a Universidade de Santa Catarina, com o instituto técnico também, cujo laboratório central é o de Belo Horizonte - aí, da Elvia, da Universidade Federal de Minas Gerais -, mas que também agrega a universidade estadual lá do Maranhão, estarão fazendo pesquisa de ponta e dotados dos melhores equipamentos para garantir que o nosso pescado tenha qualidade, sanidade, e o nosso povo possa consumir com tranquilidade. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Para você que ligou o rádio agora, nós estamos entrevistando hoje o Ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura. Este programa também está ao vivo, na TV NBR, a tevê do governo federal. Ministro, vamos agora a Coxim, em Mato Grosso do Sul, conversar com a Rádio Vale do Taquari, em Coxim. Marcos Vazz, bom dia. REPÓRTER MARCOS VAZZ (Rádio Vale do Taquari / Coxim - MS): Bom dia, colega Kátia. Bom dia, Ministro. Satisfação em falar com todos vocês. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia, Marcos. REPÓRTER MARCOS VAZZ (Rádio Vale do Taquari / Coxim - MS): E a importância desse assunto tão... tão maravilhoso, que é falar dos pescadores, falar da pesca. Sempre a gente fica feliz. Aqui, na cidade de Coxim, nós temos aqui abundância, graças a Deus, em rios. Nós temos o próprio rio Coxim e o rio Taquari, que faz parte, também, da bacia, aqui, do Pantanal. Inclusive... Eu tenho dois assuntos para tratar e eu gostaria que o senhor comentasse com a gente, Ministro. O primeiro a ser falado é sobre... É, na verdade, uma denúncia, né? E eu gostaria que o senhor... Com certeza, já deve estar sabendo sobre as questões das baías. O que acontece? Aqui próximo, já no Pantanal, em torno de... a partir de 150 quilômetros... Eu vou até falar com um palavreado como os pescadores dizem. Em torno de 150 quilômetros para baixo da cidade de Coxim, sentido Pantanal, já, nós temos alguns fazendeiros, algumas fazendas, que eles constroem, fazem as famosas baías, que é um sistema que acaba evitando com que o peixe possa fazer o seu... subir até o rio Coxim, subir até as cabeceiras, para fazer o processo, aí, de desova. É um crime muito grave, é um crime que as coisas vêm acontecendo a todo ano. Esse ano, por exemplo, essas cabeceiras demoraram a subir, os pescadores, aqui, da cidade de Coxim e de toda a nossa região sofreram e denunciamos, denunciamos, denunciamos e ficamos, assim, numa situação de expectativa. O que o Ministro pensa em fazer com essas baías construídas por alguns, entre aspas, fazendeiros, aqui, na região do Pantanal, Ministro? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Olha, Marcos, é um assunto mais, eu diria, afeto ao Ministério do Meio Ambiente. Mas, nós, do Ministério da Pesca, temos, sim, uma preocupação com esse fenômeno da piracema, que é o que o senhor citou. Os peixes sobem para a cabeceira dos rios, para a desova, como também os peixes do mar vão para o fundo das baías, para lá reproduzirem. O seu estado é um estado com uma vocação extraordinária para a produção de soja e, também, para a produção de gado. O Mato Grosso do Sul tem um rebanho de 20... Mais de 20 milhões de cabeças de gado. E, agora, começo a se despertar para a importância da sua vocação natural de produzir, também, pescado. Aliás, a produção de peixe, ela apresenta um fator econômico. Quer dizer, uma lucratividade superior à obtida com a carne do boi. Recentemente, estive aí, no Mato Grosso do Sul, com o governador Puccinelli, e nós levamos muitas máquinas, muitas escavadeiras hidráulicas para abrir os tanques, tanques escavados para a produção do pacu e, também, do tambaqui, que é próprio aí, da sua região e da região amazônica. Eu anotei, aqui, a sua denúncia. Acho que é preocupante. Vou entrar em contato com o Ministério do Meio Ambiente e verificar quais foram as medidas que eles tomaram, para que a gente possa garantir que esses peixes façam a piracema. Nas hidrelétricas, o que se adota são canais paralelos, são canais adjacentes. O peixe tem um desvio, porque, vamos dizer assim, elas também causam esse problema. Algumas têm eclusas, outras têm uma espécie de caminho alternativo, para que o peixe possa subir. Eu prometo a você que vou anotar, aqui, o endereço da sua rádio, vou entrar em contato com o pessoal do Meio Ambiente, para a gente poder te dar uma resposta às ações que estão sendo tomadas - que foram tomadas e as que vão ser tomadas -, para a gente poder coibir esse prejuízo à pesca, ao pescado, aos peixes aí, no Mato Grosso do Sul. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Marcos Vaz, da Rádio Vale do Taquari, de Coxim, você tem outra pergunta ou outra denúncia para fazer? REPÓRTER MARCOS VAZ (Rádio Vale do Taquari / Coxim - MS): Olha, eu agradeço, mais uma vez, as palavras do Ministro Marcelo Crivella. Fico feliz. Até porque, Ministro, nós ficamos, aqui, recebendo, praticamente, todos os dias dezenas e dezenas de denúncias como essa. Assim como, por exemplo, também, eu gostaria que o senhor se atentasse, talvez, não seria aí, do seu Ministério, mas eu acho que eu gostaria de comentar, também, sobre as PCHs, as pequenas centrais hidrelétricas, que, praticamente, demarcaram o nosso rio, e os pescadores chegam até nós, da imprensa, e comentam: “Poxa, a gente não pode pescar mais do que tal... Determinado quilo de pescado. A gente não pode pescar mais de determinada forma. Só que as PCHs estão sendo programadas, construídas na nossa região. Estamos nós, pescadores, preocupados, desesperados, porque nós que nos criamos, nascemos, praticamente, no rio e sabemos fazer apenas isso. E se as PCHs que podem estar aí, nos próximos dias, nos próximos meses, anos, a serem construídas, a nossa pesca, com certeza, ela se acabará, porque vários estudos demonstram isso”. Então, falta, também, uma falta de coerência, Ministro, com isso, não é? Preocupa-se muito com determinadas situações da pesca, mas aí, o pessoal está começando a autorizar a as pequenas centrais hidroelétricas. O que o Ministro pensa em fazer? Desculpe, mas além dessas denúncias, eu gostaria que o senhor comentasse sobre esse assunto, Ministro. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Olha, nós, do Ministério, Marcos, estamos muito preocupados. E, no Congresso, eu já discutia sobre leis de compensação. Você tem toda a razão, quando diz que os nossos pescadores são prejudicados, não só pelas PCHs, pelas hidrelétricas. É, também, pela exploração do petróleo e do gás no mar. É, também, pelos portos que são instalados no nosso país. Todos esses empreendimentos acabam afetando o pescador, sobretudo, o artesanal. Essa lei de compensação é uma coisa que nós estamos devendo ao nosso povo. As compensações são negociadas pelo Ministério do Meio Ambiente, quando concedidas as licenças, mas os pescadores, frequentemente, são esquecidos. Nós precisamos trabalhar nisso. É preciso, sim, que aja uma lei. Que não seja uma decisão de um técnico de nenhum Ministério, mas que seja escrito, no nosso arcabouço jurídico, o que é que o pescador vai receber quando tiver problemas. No caso do pescador artesanal do Mato Grosso do Sul, da Bacia Amazônica, temos a alternativa, que são muitas águas, deles passarem a ser aquicultor. Não é uma coisa que aceitam com facilidade, porque eles, claro, gostariam de continuar na atividade da sua tradição, da sua alma, do seu coração, até herdada dos seus pais. Há todo um processo cultural nessa pesca. Agora, por outro lado, a marcha do progresso, durante todas as fases da civilização, traz isso: benefício de um lado e perdas do outro. Conciliar isso é papel do governo. Eu tenho procurado, andando por esse Brasil, estive em Rondônia, estive no seu estado, estive no Ceará, já estive na Bahia, no meu Estado do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, enfim, temos procurado de alguma forma minorar o sofrimento dos nossos pescadores. E aí, no Mato Grosso do Sul, o Meio Ambiente é muito atuante. Agora, eu confesso a você que, nesses dois meses que estou no ministério, também me sinto frustrado. Há diversas hidrelétricas que prometeram, nas licenças ambientais, colocar os tanques-redes nas suas represas, e não só isso, mas também dotar os pescadores de unidades de beneficiamento. E que isso até agora não chegou, nem a fábrica de gelo, nem vamos dizer assim, as máquinas para despolpar, para descamar, para viscerar, para filetar, as câmaras frigoríficas, os caminhões frigoríficos. Tudo isso traria uma atividade econômica mais lucrativa, mais rentável para esse pescador que perdeu a sua atividade tradicional. Tenho procurado ligar, intermediar as questões, mas são coisas que demandam tempo, infelizmente. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Eu sou Kátia Sartório. Estamos, hoje, com o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. Ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país. Lembrando que o áudio e a transcrição dessa entrevista vão estar disponíveis, ainda hoje, pela manhã, na página da EBC Serviços na internet. Anote o endereço: www.ebcservicos.ebc.com.br. Ministro, Marcelo Crivella, vamos, agora, a Caicó, no Rio Grande do Norte, conversar com a Rádio Caicó AM. Marcos Dantas, bom dia. REPÓRTER MARCOS DANTAS (Rádio Caicó AM / Caicó - RN): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro. Bom dia, Brasil. Ministro, a intenção do governo federal tem sido estimular o consumo do pescado. Aqui, no nosso estado, boa produção se concentra no interior do estado, que vem enfrentando, inclusive, umas das piores secas nos últimos anos. De que forma vocês pensam desenvolver essa produção do interior, mesmo com as suas dificuldades, ou existem programas do Ministério que possam substituir esse, do pescado, e que beneficiem essa região? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Marcos Dantas, é um prazer enorme falar com o senhor e com toda essa gente valente do estado potiguar. Olha, no seu estado tem uma grande produção de camarão. O novo Código Florestal acabou de ser votado, está com a presidenta, para ser sancionado, traz avanços nessa parte, porque considera apicuns e salgueiros como áreas em que se pode, sim, desenvolver, de maneira sustentável, e defender o meio ambiente, a produção de camarão. O senhor fala sobre a produção no interior, a aquicultura, as águas continentais. O nosso Ministério tem diversos programas para garantir que esses aquicultores tenham, por exemplo, extensão técnica, extensão rural, assistência técnica e extensão rural, possam estar dotados dos melhores conhecimentos, possam ter acesso aos melhores alevinos. Na sua região, eu diria que a melhor espécie para se criar é a tilápia. Nós temos, hoje, um pacote tecnológico que garante que o produtor de tilápia pode ter duas safras por ano, sobretudo, nas águas quentes do Nordeste. Ele pode ter esse pescado duas vezes por ano. Esse peixe pode comer 1,1kg de ração e engordar 1kg. E o senhor sabe que a ração representa 70% do preço de produção. Temos, também, programas que, vamos dizer, ajudam – se houver uma cooperativa, se houver uma associação – a eles deslocarem seus produtos em caminhões frigoríficos até os grandes centros e, também, os caminhões peixe e o kit da feira. Há diversos problemas, quem entrar no site do nosso Ministério, do MPA, poderá ver de que... As prefeituras, sobretudo as cooperativas, as prefeituras, as colônias poderão se candidatar a diversos programas, que vão ajudá-las a comercializar, a ter mais lucro, a se organizar, a produzir mais e melhor, no interior, usando as suas águas, nesse nosso esforço de aumentar a produção de peixe do país. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro Marcelo Crivella, do Rio Grande do Norte, nós vamos para o Maranhão, para São Luís, conversar com a Rádio Timbira AM, de São Luís. Juraci Vieira Filho, bom dia. REPÓRTER JURACI VIEIRA FILHO (Rádio Timbira AM / São Luís - MA): Bom dia, Kátia Sartório. Bom dia, Ministro Marcelo Crivella. É um prazer enorme estar falando com o senhor, e com os amigos e amigas de todo o Brasil. Ministro, o senhor esteve recentemente aqui no Maranhão, na cidade de Imperatriz. E eu gostaria de saber do senhor o que é possível ser feito para que este consumo de peixe, ele seja maior no Brasil, já que a gente sabe que o nosso país é continental e que tem uma grande vocação pesqueira. E os peixes são ricos em Ômega 3. Eu vejo que o senhor já tem um começo aí de um trabalho já com dois meses pensando na questão da merenda escolar, que pode também ser uma grande conscientização a partir da escola, que nós precisamos acabar com esses índices de cardiopatas, de diabéticos, de obesidade, e esse consumo de peixe que pode trazer, sem dúvida nenhuma, uma acentuada melhora na qualidade de vida. A outra pergunta que eu gostaria de saber do senhor é que tipo de programa o senhor está pensando em fazer e vai realizar à frente do ministério para que os nossos pescadores, a gente sabe que aqui no Nordeste, por exemplo, na cidade de São Luís do Maranhão, no estado do Maranhão, nós temos uma temperatura muito alta, um clima tropical, e essa exposição ao sol traz graves problemas para as peles dos nossos pescadores. Eu gostaria que o senhor explicasse já esse trabalho, esse projeto que o senhor tenciona fazer à frente do Ministério. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Muito obrigado, Sr. Juraci Vieira, muito obrigado pela pergunta e um forte abraço aí a todo o povo do Maranhão. E quero dizer ao senhor que nós estamos conversando desde o princípio do programa sobre aumentar o consumo per capta de pescado no nosso país, que é muito baixo. Vale a pena repetir: os brasileiros estão consumindo apenas 9kg de pescado por ano, e aí eu vou dar aqui um dado: é 9kg por quê? Porque o pessoal da Região Norte, da Região Amazônica; do Pará, do seu Maranhão, do Acre, de Rondônia, de Roraima, eles chegam a comer 60kg, 70kg de pescado por ano. Então eles puxam a média para esses ínfimos 9kg. Se nós formos tomar o consumo per capta apenas dos estados do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul do país, o nosso consumo é de 2kg, 3kg. As pessoas só estão comendo peixe na Semana Santa para não fazer pecado, para não cometer pecado. Agora o maior pecado realmente é passar o resto do ano sem comer peixe e, muitas vezes, comendo comidas gordurosas e se tornando cardiopatas, como o senhor falou. A presidenta Dilma distribui hoje remédios gratuitos para os hipertensos e para os diabéticos. Agora, ela sabe que isso pode ser um imenso, vamos dizer assim, uma imensa frustração se nós não tivermos programas, por exemplo, para mudar os hábitos comportamentais. Por isso o governo também lançou as academias populares. Hoje o Ministério da Saúde tem um programa para que as pessoas... Os parlamentares, por exemplo, podem colocar emendas no orçamento no valor de R$ 250 mil, que é o preço de uma dessas academias, e as prefeituras também podem fazer convênio com o governo federal, para encher as nossas cidades, as nossas praças, de academias, os nossos clubes, entidades conveniadas, para que as pessoas possam fazer exercícios. Agora não basta apenas o hábito de fazer exercício; é preciso mudar também o hábito alimentar. E, para isso, o senhor acertou em cheio: o que há de melhor é o pescado. O senhor falou do pescador, quer dizer, da importância da gente cuidar do pescador. Eu quero confessar ao senhor que quando eu cheguei ao ministério, eu pedi a Deus que me ajudasse a enxergar os melhores caminhos para o povo... Para nós, governo e para o povo brasileiro, desenvolver o seu sistema pesqueiro. Muitos, os meus antecessores, os ministros, fizeram muita coisa. Agora, há novos caminhos, sempre há novos caminhos para se percorrer. E eu verifiquei que não iria conseguir enxergar os caminhos mais propícios para rasgar nos horizontes o destino gloriosos e maravilhoso da pesca no Brasil se eu não conseguisse enxergar que no rosto do pescador existem manchas que podem ser câncer. Que os seus dentes, quando eles falam comigo, são maltratados e que eles só buscam o dentista quando sentem dor e aí para extrair. Que eles têm problema de vista nos seus olhos. Muitos tem os olhos vermelhos, muitos enxergam mal, estão com problemas porque passaram a vida toda num ambiente de reflexo do sol na água e de sal também e, portanto, enxergam muito mal. Se nós não conseguirmos ver isso, acho que não vamos ver outros caminhos ou os melhores caminhos para desenvolver a nossa pesca, porque nos faltarão olhos para isso. Então nós começamos, tanto eu como os secretários do ministério, que estão lá e são mais experientes que eu e têm um trabalho extraordinário prestado ao nosso país, começamos a estudar a hipótese, a ideia de termos um programa, um ônibus que pudesse correr as colônias dos pescadores por todos os 27 Estados da Federação, 26 estados e um Distrito Federal, oferecendo consultórios, tanto odontológico, como oftalmológico, como também dermatológicos, para que esse nosso pescador que tem uma mancha que amanhã apodera ter um câncer com metástase, seja tratado antes. Isso pode ser tratado facilmente, as pessoas não precisam morrer hoje com câncer de pele, desde que seja tratado, desde que não haja metástase, se não pode, sim, causar um óbito. E também não precisam ter uma vida triste, não conseguindo enxergar, porque têm os seus olhos inflamados, infeccionados e coisas desse tipo. Então eu queria anunciar isso aqui, de que estamos trabalhando, estamos preparando o edital para dotar nossos estados desses ônibus, dessas unidades e levar aos nossos pescadores essa assistência técnica, sobretudo na época do defeso, quando eles não podem sair para pescar, mas recebem uma ajuda do governo e aí tem tempo para se cuidar. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro Marcelo Crivella, ainda no Nordeste. Vamos agora a Fortaleza, no Ceará, conversar com a Rádio Jangadeiro FM de Fortaleza. A pergunta de Alex Mineiro. Bom dia, Alex. REPÓRTER ALEX MINEIRO (Rádio Jangadeiro FM / Fortaleza - CE): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro Marcelo Crivella. Ministro, o senhor recentemente esteve aqui no Ceará visitando diversas comunidades pesqueiras no estado. Na ocasião o senhor entregou mais de 1.600 licenças de embarcação para a pesca da lagosta, que vai ter início no dia 1º de junho, quando termina o período do defeso. Ministro, o Ceará hoje é praticamente o maior produtor de lagosta do país, e as licenças para a pesca faziam parte de uma reivindicação da classe desde 2007. Segundo os pescadores cearenses, o setor pesqueiro ainda é carente de boa vontade e para eles é preciso que, aliado às novas licenças, se tenha também uma maior fiscalização e um trabalho de conscientização para preservar e garantir a continuidade da atividade. Então eu pergunto, Ministro: que ações o senhor pretende implantar para que o trabalhador possa pescar de uma forma sustentável e não predatória aqui no Ceará? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Alex, muito obrigado pela sua pergunta. Eu estou realmente encantado com a pesca no Ceará, são os campeões da pesca de lagosta no Brasil. E eu estive visitando a Praia da Redonda aí, a 40, 50 minutos de Fortaleza, de helicóptero, e lá eu vi realmente a aflição, a agonia dos pescadores com respeito à pesca ilegal. Eles colocam os seus manzuás, mas os mergulhadores vão roubar a lagosta, e eles sofrem muito com isso porque também há os que pescam quando nós estamos no período do defeso. Eu quero dizer ao senhor e a eles de que estamos, nós compramos, o ministério comprou 28 lanchas e cedeu para a Marinha. E eu voltei do Ceará com o nosso secretário Flávio Bezerra, já fazendo contatos com a Marinha para aumentar. Temos um barco apenas no Ceará, a costa é muito grande, o nosso barco não consegue fiscalizar. E também sofremos um problema neste último ano, porque o Estado do Ceará, dando exemplo para o Brasil, criou a Secretaria da Pesca. Mas esse barco, que tinha sido repassado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, quero aqui ressaltar um barco possante, com dois mortes de 375 cavalos, portanto, nenhum pescador ilegal vai escapar da ação desse barco, não estava com os recursos orçamentários para poder se movimentar, quer dizer, estava sem dinheiro para poder colocar o combustível e, portanto, foi uma pena, porque não fez as ações todas que deveria fazer. Exatamente porque teve esse problema da criação da nova secretaria. Agora, já estamos mandando mais um barco para o Ceará, estamos fazendo apelos à Marinha para que possa fiscalizar toda a costa e evitar que os nossos pescadores, que respeitam a lei, sejam prejudicados na época do defeso. Eu quero agradecer muito a sua pergunta e garantir ao povo do Ceará, aos pescadores honestos, dignos do Ceará, os jangadeiros do Ceará, de que nós estamos tomando providência para coibir essa pesca ilegal. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o programa Bom Dia, Ministro. Estamos, hoje, com o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, que conversa com emissoras de rádio de todo o país, neste programa que é multimídia: estamos no rádio e na televisão. Ministro, vamos agora à Porto Seguro, na Bahia, conversar com a rádio 88 FM de Porto Seguro. Tarcizo Porto, bom dia. REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): Só uma correção, é Tarcizo Vieira. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Oi, Tarcizo Vieira. REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): Bom, obrigado, Kátia Sartório. E a pergunta para o Ministro Marcelo Crivella... Bom dia, Ministro. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia, Tarcizo. REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): Ontem, antes de fazer essa pergunta ao Ministro... APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Você pode aumentar o seu retorno, por gentileza, Tarcizo Vieira? REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): Sim. Melhorou? APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ainda está bem baixinho. Se você conseguir dar um ganho para a gente, vai ser muito bom. REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): É porque eu estou sem equipamento, aqui, que amplifica o retorno. Melhorou agora? APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Melhorou agora. REPÓRTER TARCIZO VIEIRA (Rádio 88 FM / Porto Seguro - BA): Sim, Kátia. A pergunta para o Ministro é a seguinte, Ministro Marcelo Crivella. Antes de vir aqui para a rádio, hoje, conversar com o senhor e fazer a pergunta, eu conversei com pescadores. Nós temos, aqui, a Colônia de Pesca Z 22, e fizeram a seguinte pergunta para que fizesse ao senhor: o que será feito, no Ministério, para que os pescadores daqui consigam mais crédito para melhorar o seu material de trabalho? Eles não conseguem pescar, produzir mais, porque as embarcações de pescas estão obsoletas. Muitos têm dificuldade em renovar essas embarcações, ou seja, ter embarcações mais profissionais, enfim, um equipamento mais profissional para aumentar a produção de pesca e profissionalizar, realmente, a pesca aqui nessa Costa do Descobrimento. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Tarcizo, é um prazer enorme estar falando com o senhor e com os nosso amigos aí da Bahia. Eu quero dizer que nós temos programas como o Pró-Frota, que pode ajudar os pescadores com taxas de juros a 2%, três anos, se eu não me engano, de carência, e mais sete anos para pagar. Esses empréstimos podem chegar ao valor de R$ 300 mil. É um programa que, ontem mesmo, no Congresso Federal, nós conseguimos renovar, em uma votação na Câmara dos Deputados. Mas, realmente, é muito pouco. Vamos dizer assim, o acesso é burocrático e nós temos problemas com os nossos pescadores, porque, como eles são artesanais, estão no sistema informal, e, muitas vezes, na hora de contrair o empréstimo, para dar as garantias necessárias a esse empréstimo, nós acabamos tendo problema. Fizemos um fundo garantidor, isso nas administrações passadas, mas eu verifiquei, no nosso Ministério, que nenhum contrato dos últimos do Pró-Frota, e que foram poucos também, usaram o fundo garantidor, eu não sei se por falta de informação ou porque o sistema ainda não funciona. Fato é que temos essa dívida. Eu repito, eu estou no Ministério há apenas dois meses. Eu estou enfrentando essas questões. Vou ter, ainda, uma reunião com o presidente do BNDES, o Luciano Coutinho. A nossa ideia é facilitar, aumentar o crédito para os nossos pescadores. Tem aí também um outro problema na sua região, na Bahia de Todos os Santos, que é o bombista, que são os pescadores que usam dinamite para a pesca. Eu quero dizer, anunciar aqui aos meus ouvintes da Bahia, que já fiz contato com o Ministro do Exército, que já formamos uma comissão do Ibama, do Exército, da Marinha, do Ministério da Pesca e do Meio Ambiente para, de uma vez por todas, conseguirmos coibir, reprimir e garantir que isso fará parte de um passado e passado triste na história da pesca do nosso país. Nós não podemos mais permitir que esse crime ambiental, que prejudica tanto os nossos pescadores, continue ocorrendo, sobretudo aí na Bahia. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, vamos, agora, passear um pouquinho mais para cima do mapa. Vamos a Santarém, no Pará. Rádio Rural de Santarém AM. Keliane Tomé, bom dia. REPÓRTER KELIANE TOMÉ (Rádio Rural de Santarém AM / Santarém - PA): Bom dia, Kátia. Bom dia, Ministro. Ministro, de que maneira vocês pretendem adquirir o peixe para a merenda escolar? Direto do pescador ou através de atravessadores? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Olha, Kátia, o que nós temos... APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Keliane. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Perdão, Keliane. Keliane Tomé, de Santarém. A nossa ideia sempre é que o pescador possa ter o ganho da comercialização. Nós estamos implantando terminais pesqueiros, também o que nós chamamos de Cipar, que são Centros Integrados da Pesca Artesanal. Estamos, também, com um programa para apoiar os mercados do peixe, no sentido de que o pescador possa ter o lucro da comercialização do seu pescado. Nem sempre isso é possível. Infelizmente, o pescado, muitas vezes, se torna caro, porque é um produto com alto índice de intermediação, mas a ideia, a filosofia, o objetivo é que o próprio pescador possa vender e lucrar com... Quer dizer, oferecer a um preço mais barato e ter um rendimento melhor. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Este é o Programa Bom Dia, Ministro. Eu sou Kátia Sartório, e estamos, hoje, com o Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. Ele conversa com âncoras de emissoras de rádio de todo o país, neste programa que é multimídia: estamos no rádio e na televisão. Lembrando que a NBR, a TV do governo federal, reapresenta a gravação dessa entrevista ainda hoje à tarde e também no domingo, às sete horas da manhã. Ministro, vamos, agora, ainda na região Norte, conversar com a CBN de Manaus, no Amazonas. Charles, bom dia. REPÓRTER CHARLES FERNANDES (Rádio CBN / Manaus - AM): Bom dia, Ministro Marcelo Crivella. Bom dia, Kátia Sartório. Bom dia, ouvintes. MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Bom dia, Charles. REPÓRTER CHARLES FERNANDES (Rádio CBN / Manaus - AM): Ministro, aqui em Manaus foi construído, em 2005, o terminal pesqueiro da capital, que custou aos cofres públicos, somados os aditivos, o valor de R$ 17 milhões. O detalhe é que o terminal, que tem capacidade para armazenar 200 toneladas de pescado, além de contar com silos com capacidade para produzir 120 toneladas de gelo para abastecer os pescadores da região amazônica, está inoperante há sete anos. A informação, Ministro, que se tem por aqui é que falta o Ministério da Pesca firmar convênio, passando a administração do Terminal Pesqueiro de Manaus para a Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, que também vai ficar encarregada de instalar os equipamentos restantes para o início de operação do terminal. Eu gostaria de saber do senhor, Ministro, se o que está faltando... O que realmente está faltando aqui para o terminal pesqueiro funcionar é isso mesmo? Se não é isso, o que é? E qual é a data, Ministro, pelo menos a previsão de data para o Terminal Pesqueiro de Manaus começar a funcionar de fato? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Charles, é um prazer enorme estar falando com o senhor e falando com o povo do Amazonas, que são os maiores consumidores de pescado do nosso país. Em algumas regiões, o consumo per capta chega a 150 quilos de pescado. Olha, nós temos, realmente, uma política de terminal pesqueiro que precisa se aprimorar na questão da gestão. São 21 terminais pesqueiros no Brasil, e estamos querendo modernizá-los a todos. E devemos lançar, em breve, um edital para fazer com que esses terminais sejam administrados seja por órgãos públicos, seja por parceria público-privada ou seja por entidades privadas, mas eles todos tenham uma administração, eu diria, mais moderna, mais lucrativa. Você sabe, os terminais pesqueiros, por exemplo, na Itália, eles são... As pessoas comercializam o peixe antes mesmo de ele chegar ao terminal. Já no mar, eles veem um cardume, observam o cardume por sonar, e aí eles já veem o preço, se vale a pena pescar ou não para levar para mercado, para o terminal. E, no terminal, não é apenas a comercialização do pescado ou o estoque do pescado; há, também, ali, uma maneira de se comercializar via internet. As pessoas, donos de restaurantes, donos de açougue, donos de supermercado, eles podem ver, na internet, qual foi o peixe que foi pescado naquele dia e oferecer propostas de comprar o peixe. Os terminais também oferecem para os pescadores a oportunidade de comprar não só o gelo, mas também as iscas e também os apetrechos. Se você visitar um terminal na Europa, você vai verificar que esses terminais são verdadeiros, vamos dizer assim, shopping centers da pesca. No caso específico de Manaus, não fomos nós que construímos, foi a prefeitura. Agora, nós estamos, sim, muito preocupados e interessados de que esse terminal seja o... Entre em operação. Pela lei, a Lei da Pesca, o Ministério passou a ter a administração e a supervisão e a fiscalização de todos os terminais. Como eu lhe disse antes, estamos preparando um edital no Ministério, não só para o de Manaus, mas também para o do Rio Grande do Norte, para o de Cabedelo, que se encontra fechado e foi construído, para outros do Ceará, Camocim, que, vamos dizer assim, precisam, sim, ter uma gestão. Nós achamos que se fizermos um edital envolvendo os 21 terminais, poderemos ter ofertas melhores e alcançar empresas maiores, ou mesmo órgãos do governo que possam, de maneira articulada, operando a todos, ter uma lucratividade melhor para que o setor possa se desenvolver a contento. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Vamos, agora, a Vitória, no Espírito Santo, conversar com a Rádio Redesim Sat, de Vitória, onde está José Roberto. Bom dia, José Roberto. REPÓRTER JOSÉ ROBERTO (Rádio Redesim Sat / Vitória - ES): Bom dia. Bom dia, Ministro Marcelo Crivella. Entre outros programas em andamento nessa Pasta que o senhor assumiu, tem um que me chama a atenção, que é a inclusão do pescado na merenda escolar. Como se dará isso, Ministro? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: Olha, nós estamos conversando, aqui, desde o princípio do programa, sobre essa nossa preocupação e esse interesse que há do governo, desde as administrações que me antecederam, e na nossa também agora. A ideia nossa é que o governo, o Ministério da Educação, nos recursos que tem, no Fundo de Desenvolvimento da Educação, possa, vamos dizer assim, adotar como norma que as prefeituras comprem pescado, ou adotem, na dieta das crianças, na merenda escolar, pelo menos uma vez ou duas vezes por semana, o pescado. Você sabe que os recursos, o dinheiro que o governo federal passa para as escolas é descentralizado, quer dizer, é, hoje, operado pelos secretários municipais de Educação. Nós temos uma pesquisa, hoje, na internet, no site do nosso Ministério, que pedimos aos 5.564 secretários de Educação desse país que respondam. E as perguntas são simples, quer dizer: quantas vezes as crianças estão comendo peixe por semana? Na sua escola, existe dificuldade para oferecer o pescado? Tem freezer, tem geladeira? As merendeiras sabem preparar o pescado fresco? Qual o preço que vocês estão pagando? Tem dificuldade para comprar isso? Nós precisamos ter uma radiografia, um raio X. No último que fizemos, no último censo, nós verificamos de que apenas 1.500 prefeituras, no país, ofereciam pescado uma vez por semana. E, duas vezes por semana, eram muito menos que isso. É um crime que nós estamos cometendo com as nossas crianças, porque estamos deixando de dar a elas a melhor proteína que existe no país, aliás, no mundo, e que poderia dar um sustento a elas muito melhor. Olha, a minha secretária acabou de me passar, aqui, um papelzinho para citar o site: www.mpa.gov.br. Eu faço, aqui, um apelo, aproveitando a grande audiência desse nosso programa, para que as secretárias municipais de ensino entrem no site, respondam as perguntas e nos ajudem a garantir ou criar uma política que garanta que as nossas crianças, na rede pública, possam consumir pescado pelo menos duas vezes por semana. Essa, eu acho que é a grande conquista, a grande vitória, o grande objetivo, o grande ideal, o mais nobre que possamos alcançar na política do Ministério da Pesca e Aquicultura. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, o senhor falou, agora há pouco, sobre esse ônibus, não é, que é um projeto que vai levar tratamento odontológico e também tratamento médico para os pescadores. Eu queria que o senhor explicasse para a gente como isso vai funcionar. É um único ônibus, são ônibus em cada estado? Como vai funcionar? MINISTRO MARCELO CRIVELLA: A princípio, vamos ter um ônibus em cada estado da Federação, e esses ônibus vão correr as colônias de pescadores, que são os centros onde os pescadores artesanais se reúnem. Nas colônias, eles e sua equipe médica vão atender os pescadores, vão fazer uma ficha deles, vão mantê-los no computador, vamos ter um cadastro nacional, vamos controlar essa saúde, vamos procurar administrar o tratamento e o medicamento. É importantíssimo que a gente cuide do pescador. Aliás, quando eu tive a honra de ser convidado, pela presidenta Dilma, para compor a sua equipe de auxiliares diretos, os ministros, ela me recomendou pessoalmente isso, de que o Ministério da Pesca e Aquicultura deveria ser primeiro o ministério do pescador e do aquicultor. Ela se preocupa com 800 mil a um milhão de pescadores artesanais que estão envelhecendo, muitos deles sem as condições de saúde para enfrentar a terceira idade ou a melhor idade nas melhores condições. Agora que estamos acabando, me permita, por favor, antes de acabar, agradecer à valorosa equipe de secretários do meu Ministério, na pessoa da Maria Fernanda, na pessoa do Elói, do Américo, do Flávio Bezerra, a nossa chefe de gabinete, também, que está aqui conosco, a Margareth Cabral, e o nosso secretário-executivo, o Brigadeiro Átila. Sem eles, nós não conseguiríamos tocar as políticas do nosso Ministério. E agradecer também a paciência dos nossos ouvintes e sua, Kátia, por terem nos aturado, aqui, com tanta paciência. Muito obrigado. APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Obrigada, Ministro Marcelo Crivella, pela participação no Bom Dia, Ministro. E a todos que participaram conosco dessa rede de emissoras, o meu muito obrigada e até o próximo programa.