PF aponta mandante dos assassinatos de indigenista e jornalista

Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos em junho de 2022, no Vale do Javari, no Amazonas. Mandante, conhecido como "Colômbia", teria planejado mortes em razão da fiscalização à pesca ilegal.

PF aponta mandante dos assassinatos de indigenista e jornalista

Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos em junho de 2022, no Vale do Javari, no Amazonas. Mandante, conhecido como "Colômbia", teria planejado mortes em razão da fiscalização à pesca ilegal.

24-01-23 - É NOTÍCIA - LADEMIR FILIPIN - OPERAÇÃO JAVARÍ.mp3

Duração: 2'12''

Publicado em 24/01/2023 13:02

A Polícia Federal realizou nessa segunda-feira (23) uma coletiva de imprensa para prestar excepcional esclarecimento acerca das investigações relacionadas às mortes do indigenista Bruno Araújo Pereira, da Funai, e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian. Eles foram assassinados em junho do ano passado no Vale do Javari, no Amazonas.

De acordo com as investigações há fortes convicções de que Colômbia, que tem como nome verdadeiro “Rubén Dario da Silva Villar”, teria sido o autor intelectual dos crimes.

O mandante teria planejado as mortes em razão da fiscalização à pesca ilegal realizada pelo indigenista Bruno Pereira, que trazia grandes prejuízos ao grupo criminoso.

Colômbia também foi indiciado por uso de documento falso. Ele teria utilizado uma certidão de nascimento falsa para poder trabalhar no Brasil. Também foi constatado que o colombiano possui uma identidade peruana falsa.

As investigações apontaram um quarto participante do duplo homicídio, Edivaldo da Costa de Oliveira (irmão do “Pelado”), responsável por emprestar a espingarda utilizada para matar as vítimas e ter atuado também na ocultação dos corpos.

A Polícia Federal finalizou a análise sobre a ocultação dos cadáveres e encaminhou relatório à Justiça Federal, com o indiciamento de cinco pessoas. Foi constatado o envolvimento de um adolescente no crime, o que levou também ao indiciamento dos demais envolvidos por corrupção de menores.

Em relação ao inquérito que investigou a prática de pesca ilegal e associação criminosa armada, foram indiciadas 10 pessoas.

As investigações seguem em andamento.